Em SP, 13% das escolas particulares tiveram caso de Covid-19 entre alunos

 Uma pesquisa identificou que 87% das escolas particulares de São Paulo não tiveram nenhum caso confirmado de coronavírus entre os alunos desde que reabriram. O levantamento, com mais de 400 unidades, foi feito por entidades que representam o setor.

O estado tem mais de 5 mil instituições de ensino privado na educação básica.
A pesquisa, realizada pela Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares) e o Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado), identificou que o percentual de infecções foi mais registrado entre professores, em cerca de 73% das unidades.

Os diretores e donos de colégio avaliam que o levantamento indica que os protocolos sanitários adotados conseguiram conter a disseminação do vírus, mesmo quando houve casos positivos.

Segundo a pesquisa, 98% das unidades disseram que, após o primeiro caso confirmado, não tiveram contaminação para outras pessoas da classe e 44% afirmaram que o aluno ou o professor infectado relatou outros casos em casa.

“A pesquisa mostra que os protocolos estão dando certo, a escola não é um ambiente de alta contaminação porque as regras são seguidas. Casos vão acontecer, mas o importante é que os protocolos sejam rigorosos para evitar a disseminação e é isso o que conseguimos fazer até agora”, disse Arthur Fonseca, diretor da Abepar e diretor da escola Uirapuru, em Sorocaba (SP).

Depois de quase 7 meses fechadas em todo o estado, as escolas foram autorizadas pelo governo de São Paulo a reabrirem a partir de julho. A liberação, no entanto, ainda depende dos municípios. Na capital, por exemplo, a retomada só foi permitida a partir de outubro.

A maioria das escolas (49%) retomou as atividades presenciais com alunos da educação infantil (dos 0 aos 5 anos), etapa em que houve maior dificuldade para o ensino remoto. A maior parte delas (62%) também optou por receber os alunos 5 vezes na semana.

Entre as instituições que tiveram casos positivos entre alunos, 6% disseram ter tido apenas um caso confirmado, 2% tiveram 2 casos e 5% mais de 3. Depois da confirmação, 45% afirmaram ter optado pela suspensão apenas do aluno infectado por 48 dias; 88% na classe toda e 17% em todas as atividades escolares.

Fonte: Agencia Brasil