“Foi um grande presente de Natal a volta dele”, diz irmã de cabeleireiro espancado

“Foi um grande presente de Natal que Deus nos deu essa volta do meu irmão ao nosso lar”, resume Naiara Pereira, a irmã do cabeleireiro Rauan Pereira dos Santos, de 29 anos, que sofreu uma tentativa de latrocínio em outubro. Após mais de um mês internado, Rauan teve alta do Hospital Geral do Estado (HGE) neste último domingo (29). Ele se recupera em casa.

(Foto: Reprodução/Redes sociais)

De acordo com a irmã, embora Rauan tenha tido alta médica, ainda está bastante debilitado, sem conseguir andar, não come sozinho e precisa de alimentação líquida ou pastosa. Família e amigos do cabeleireiro se uniram para cuidar dele e estão se revezando.

O cabeleireiro teve todos os ossos da face quebrados pelos criminosos e precisa de curativos diários na cabeça, além de medicações anticonvulsivantes. Por causa das limitações impostas pelo crime, Rauan ainda não tem uma previsão de quando conseguirá voltar a trabalhar. 

Naiara acredita que a polícia deve querer ouvi-lo novamente para reconstituir o dia em que foi atacado, mas ainda não foram intimados. A irmã diz que Rauan ainda não tem capacidade de se comunicar bem, tem falado frases desconexas e não se recorda bem de datas, mas confia no andamento dos processos na delegacia e no Ministério Público da Bahia.

Crime
Rauan foi atacado com facadas e pedradas no dia 23 de outubro. Ele teve os ossos da face quebrados e pulmões perfurados dentro da própria casa, na Vila Ruy Barbosa, na Cidade Baixa. Em novembro, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou um dos suspeitos pelo ataque – o outro é menor de idade. 

O inquérito da polícia foi concluído ainda em outubro, indiciando o suspeito Erisson Tiago dos Santos Silva por tentativa de latrocínio. Erisson tentou matar o cabeleireiro para roubar dinheiro, celular e moto da vítima. Ele terminou confessando o crime e foi preso no dia 24 de outubro. O adolescente suspeito de envolvimento no caso foi apreendido. Familiares e amigos acreditam que homofobia motivou o ataque brutal.

Fonte: Correio