Cerco da Polícia Militar termina com reféns liberados e dois suspeitos presos

Depois de três horas de negociação, a Polícia Militar conseguiu fazer com que dois irmãos, conhecidos com Bel e Maicon, que mantiveram Jéssica, uma mãe de 19 anos, e o seu bebê, de 1 ano e 4 meses, liberassem os reféns e se entregassem na localidade conhecida como Baixa Fria, em Águas Claras. O crime aconteceu nesta terça-feira (1º).

O major Maurício Menezes, que coordenou a operação, falou com a imprensa e informou que no iníciod não conseguiu iniciar a negociação com os suspeitos porque Bel, que estava armado, atirou contra os oficiais. “Ele disparou contra a polícia cerca de 15 a 16 disparos com uma pistola ponto quarenta, o que não deixou com que a gente pudesse iniciar de maneira imediata uma negociação direta”, afirmou.

O major também falou sobre o estado de saúde das reféns que, segundo a polícia, foram resgatadas sem ferimentos. “Mãe e filha estão bem, nervosas por tudo que aconteceu, mas estão bem. A mãe é jovem, tem 19 anos, e a bebê tem 1 ano e quatro meses”, acrescentou. 

Tanto os suspeitos como os reféns foram conduzidos para a Central de Fagrantes para averiguação do ocorrido. 

Alegação de inocência de Maicon
Moradores que não quiseram se identificar disseram que Maicon não é envolvido com nenhum crime. “Maicon não tem nada a ver com isso, ele é um menino bom, sem envolvimento com o crime. A polícia não devia levar ele”, disse uma moradora.

Um outro morador repetiu a afirmação de que Maicon, diferente de Bel, não tem envolvimento com ações ilícitas. “Realmente, ele não tem envolvimento. Conhece o pessoal, mas é um menino bom, não tem nada a ver com isso”, contou. 

O major Menezes afirmou que a polícia conduziu Maicon junto com o irmão para averiguar a suspeita dele ter tentando cooperar para a fuga de Bel. “Bel foi detido e Maicon, que está sendo levado para averiguação, tentou dar fuga a ele e, por isso, estamos levando para a averiguação e para coletar os depoimentos dos dois suspeitos”, explicou.

*Com orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro

Fonte: Correio