Estrutura da barragem de Juazeiro não foi comprometida, diz Defesa Civil da Bahia 

Após o deslizamento de um estoque próximo a barragem de Jacobina, no centro-norte da Bahia, técnicos da Defesa Civil de Jacobina e da Defesa Civil da Bahia foram ao local na manhã desta quinta-feira (3) e não encontraram irregulares na estrutura da barragem, operada pela empresa mineradora Yamana Gold. O incidente aconteceu ontem (2), por volta das 14h, e assustou moradores da cidade. Uma caminhonete foi atingida, mas como não havia ninguém no veículo, não houve feridos.

“Nossos técnicos tiveram hoje na barragem e realmente o que aconteceu foi um escorregamento de uma pilha de estoque. Está tudo sob controle, a equipe verificou a área, não tem nada de anormal. Foi um incidente interno que já foi corrigido, mas não colocou em risco a estrutura da barragem”, garantiu o superintendente da Defesa Civil da Bahia (Sudec), Paulo Luz. 

O superintendente reforçou que não foi a estrutura da barragem que se rompeu. “Geralmente quando a barragem está em risco, eles emitem um alerta para que a defesa civil e o corpo de bombeiros possam atuar, mas não foi o caso, porque eles já corrigiram. Se venha a colocar em risco, aí sim a gente vai atuar”, confirmou Luz. 

Segundo ele, ainda não se sabe a causa do deslizamento da área de estoque da barragem. Uma investigação foi aberta pela própria empresa. No comunicado divulgado, a Yamana Gold disse que o material que deslizou é “utilizado durante as obras de alteamento” do local. “O material escorreu da pilha de estoque, empurrando uma caminhonete que estava estacionada no local (…) Os demais equipamentos continuaram em operação”, informou.

A mineradora ratificou que “essa pilha de estoque não tem nenhuma influência na estrutura de segurança da barragem de rejeitos”, e que ela “continua segura e operando normalmente. Ainda de acordo com a empresa, não houve dano ambiental, pois a região onde o material deslizou não está conectada com o rio e ele não contém contaminantes. 

*Sob orientação da subeditora Monique Lobo

Fonte: Correio