'Não é com agressão que vamos recuperar o Brasil', fala Rui Costa

Pode parecer que não, mas 2022 está logo ali. E partidos e políticos já trabalham alianças para as candidaturas a presidência no ano que vem. Quando questionado, nesta segunda-feira (7), sobre uma frente da esquerda, o governador Rui Costa falou que, para ele, o importante é manter o diálogo aberto. “Eu sou defensor que nós possamos ter um diálogo claro, aberto e que a população possa entender sobre 2022 e sobre o futuro do Brasil. […] Eu irei participar ativamente de diálogos buscando unir pessoas que queiram conversar sobre o futuro do Brasil, independe de partidos políticos, independente se serão ou não candidatas. Acho que nós temos que estimular o entendimento”, disse em entrevista à rádio Bandeirantes.

Durante a entrevista, o apresentador José Luiz Datena lembrou do comentário de Ciro Gomes (PDT), feito em entrevista para o mesmo programa, em que criticou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Rui Costa disse que, para ele, não adiantava trocar “Chico por Francisco”. “O que adianta é mudar a forma de fazer política no Brasil. É colocar o interesse do povo brasileiro em primeiro lugar, e não esse ataque gratuito as outras pessoas. O Brasil tá pagando um preço muito caro por ter substituído a boa política, a democracia, o diálogo entre pensamentos diferentes, pelo ódio”, falou. Rui ainda acrescentou que para ele, “tanto faz se a agressão vem de alguém de extrema direita ou se vem de alguém de esquerda, esse não é o padrão com que vamos recuperar o Brasil. Não é com agressão, não é com violência, não é com ódio”.

‘Economia patina’
O governador baiano também criticou o atual cenário econômico do país. “Desde o início do impeachment, o Brasil patina, a economia não cresce. O que cresceu no Brasil ao longo desses cinco anos foi o desemprego, a extrema pobreza, a pobreza. A economia Brasileira está menor, agora, do que era em 2014. Seis anos depois, a economia do Brasil está menor. É uma tragédia pra população brasileira”, avaliou. 

Para Rui Costa, as polêmicas só pioram esse cenário. “O que sustenta uma economia é sua credibilidade, é a confiança que o Brasil passa para o exterior. Eu converso com vários gestores, diretores, investidores de fundos de investimentos internacional, de multinacionais. E eu pergunto: a imagem do Brasil tá ruim? E eles dizem: governador, o senhor está sendo benevolente chamando de imagem. O que o Brasil tem hoje no mundo é uma caricatura de país. Está completamente desmoralizado”, acrescentou.
 

Fonte: Correio