Em busca de semifinal inédita, Bahia tem chance de fazer história

A reta final de temporada do Bahia tem sido de revezamento. Enquanto tenta se distanciar da zona de rebaixamento na Série A, o clube também sonha com um voo inédito na Copa Sul-Americana.

Nesta quarta-feira (9), o Esquadrão volta a entrar em campo pelo torneio internacional. A partir das 19h15, recebe os argentinos do Defensa y Justicia, na Fonte Nova, no jogo de ida das quartas de final -a volta é dia 16, na Argentina. Será o primeiro passo na tentativa de fazer história.

Essa é a terceira vez que o Bahia chega à fase quartas de final de uma competição continental. Nas outras duas vezes, o tricolor acabou ficando pelo caminho.

Em 1989, o então campeão brasileiro superou Internacional e os venezuelanos Marítimo e Unión Táchira para ficar em primeiro lugar do seu grupo na Libertadores. Nas oitavas de final, o Bahia passou pelo Universitário, do Peru, e reencontrou o Internacional nas quartas.

No confronto que valeu uma vaga na semifinal, o tricolor acabou derrotado pelo colorado em no Beira-Rio por 1×0 e ficou no 0x0 na Fonte Nova. Resultado que eliminou o time baiano.

Já pela Copa Sul-Americana, a melhor campanha até então era a de 2018, quando também alcançou as quartas de final. Naquela ocasião, em jogo cercado por polêmicas com o árbitro de vídeo, o Esquadrão foi derrotado pelo Athletico-PR por 1×0, na Fonte Nova.

Na volta, na Arena da Baixada, mais reclamação por parte dos tricolores por causa de um gol anulado. O time devolveu o placar do primeiro jogo, mas perdeu na disputa por pênaltis. Mesmo assim, a campanha de 2018 acendeu o alerta de que é possível ir mais longe na Sul-Americana e desde então o clube tem mantido a expectativa de conquistar o título.

A diferença das duas campanhas citadas para o confronto de 2020 está na nacionalidade do adversário. Nas duas vezes em que chegou nas quartas de final, o Bahia teve pela frente um confronto com brasileiro. Agora, a equipe de Mano Menezes vai encarar um argentino, mas que não tem muita tradição dentro nem fora do país.

Apesar de ter sido fundado em 1935, o Defensa y Justicia só iniciou disputas internacionais em 2017, quando participou justamente da Copa Sul-Americana. De lá para cá, o modesto time de Florencio Varela, na Grande Buenos Aires, acumula quatro participações consecutivas na Sula e uma na Libertadores.

A melhor campanha dos argentinos também foi a fase quartas de final em 2018. Na ocasião eles foram eliminados pelo Junior de Barranquilla. Coincidência ou não, Junior e Athletico-PR acabaram fazendo a final daquele ano e os brasileiros ficaram com o título.

Assim como o Bahia vive momentos distintos entre Brasileirão e Sul-Americana, o Defensa está mal quando o assunto são as competições nacionais. No último domingo, o Falcão (como a equipe é conhecida), foi eliminado da Copa Diego Maradona – a reformulada primeira divisão do país neste ano de pandemia – após quatro derrotas e dois empates em seis jogos.

O Defensa conseguiu a vaga na Sul-Americana após ficar em terceiro lugar na fase de grupos da atual Libertadores. Para chegar até aqui, passou por Sportivo Luqueño, do Paraguai, e Vasco.

Segunda chance 
 Do elenco que tenta levar o Bahia para as semifinais da Copa Sul-Americana, nove jogadores já passaram pela experiência de disputar a fase quartas de final do torneio pelo clube.

Os goleiros Douglas e Anderson, o lateral Nino Paraíba, o zagueiro Lucas Fonseca, os volantes Gregore e Elton e os atacantes Gilberto, Marco Antônio e Élber faziam parte do time que foi eliminado pelo Athletico em 2018. Agora, eles têm a chance de escrever uma nova história.

Fonte: Correio