Diretora da Sesab investigada pela Polícia Federal é exonerada do cargo

Investigada na Operação Metástase, da Polícia Federal (PF), que apura um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos destinados à gestão do Hospital Regional de Juazeiro, Viviane Chicourel Hipólito Rodrigues foi exonerada do cargo de Diretora de Apoio Operacional às Unidades Próprias da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (Doe) nesta quinta-feira (10).

O documento foi assinado pelo Governador Rui Costa a pedido da própria Viviane. Além do afastamento da gestora, também foi divulgada a quebra de vínculo entre a Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Castro Alves (APMICA) com o Hospital Regional da Chapada Diamantina, gerido pela organização, durante 90 dias.

Metástase
O nome da operação deflagrada no dia 19 de novembro faz uma alusão da corrupção como uma espécie de câncer na sociedade.  uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (19). Foram expedidos seis mandados de prisão, cinco de preventiva e um de temporária, e outros 16 de busca e apreensão em Salvador, Castro Alves, Guanambi e Juazeiro.

Na casa de um dos investigados foram arrecadados pouco mais de R$ 275 mil e 1400 dólares.

Segundo informações da PF, a organização criminosa passou a dominar a gestão de inúmeras unidades da rede estadual de saúde sob gestão indireta, por intermédio de diferentes Organizações Sociais de Saúde (OSS). Assim, contrataram empresas de fachada, pertencentes ao mesmo grupo, com valores superfaturados. A maior parte das empresas são de consultoria, assessoria contábil e empresarial, comunicação social, além de escritórios de advocacia.

As investigações começaram em junho deste ano, e, durante esse período, foram acompanhadas diversas situações no Hospital Regional de Juazeiro, como a falta de medicamentos, de insumos e equipamentos, atraso no pagamento de salários. 

Nos últimos quatro anos, a OS recebeu da Sesab mais de R$ 194 milhões, apenas em função do contrato de gestão do HRJ. As irregularidades resultaram em um prejuízo efetivo de no mínimo R$ 6.077.576,35 (período de setembro/2017 a dezembro/2019).

Fonte: Correio