PF encontra carro com placa adulterada que era usado por desembargadora presa

Policiais federais escalados para cumprir as nova fases da Operação Faroeste na segunda-feira passada encontraram um carro com placa adulterada que era utilizado pela desembargadora presa Ilona Márcia Reis. De acordo com relatório da PF, a equipe de agentes enviada para efetuar busca e apreensão em um imóvel ligado à magistrada em Arembepe “deslocou-se para Buraquinho, Lauro de Freitas, pois obteve a informação de que um dos veículos que a mesma circulava foi localizado naquela região”. Os policiais relataram que, por sorte, encontraram ainda no caminho o Honda HRV, com placa PLV 7B32.  Ao abordá-lo, foram identificados como ocupantes o motorista particular e a empregada doméstica da desembargadora. 

Fora do radar 
Ao checarem a placa do Honda no Sistema da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Sinesp), os agentes descobriram que ela pertence, na verdade, a um Gol. Para a Faroeste, a fraude permitia que a desembargadora se movimentasse sem ser rastreada pelos investigadores.

Duplo azar
A casa de Buraquinho onde a Faroeste prendeu Ilona Reis também foi descoberta por acaso, segundo a PF, quando os funcionários abordados no veículo com placa clonada conduziram os agentes ao endereço. Antes, os policiais apreenderam dentro do gabinete da magistrada no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ) oito comprovantes de depósitos em dinheiro e transferências bancárias, quase todos de alto valor.

Calendário da propina
As transações, como mostram cópias dos comprovantes anexadas ao relatório da investigação, ocorreram em 4 de outubro de 2019. A data foi a mesma em que o advogado Júlio César Cavalcanti disse, na sua delação, ter repassado R$ 250 mil ao advogado Marcelo Junqueira Ayres, genro do ex-senador Walter Pinheiro (PT) e suposto operador da desembargadora na venda de sentenças.

Pessoal e transferível
Ao todo, foram depositados R$ 122 mil  na conta de Ilona Reis e mais R$ 31,6 mil para um agente de turismo. Consta ainda transferência eletrônica  de R$ 55 mil para uma corretora de câmbio.

Juiz no páreo
Em meio à série de especulações sobre o futuro chefe da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o juiz federal aposentado Ricardo Mandarino é o mais novo nome na bolsa de apostas. Ex-delegado em Salvador nos anos 1970 e juiz nas varas federais de Aracaju e Recife até 2011, o baiano Mandarino também foi integrante do Conselho Nacional do Ministério Público de 2005 a 2007. Na última sexta, a coluna noticiou que o promotor de justiça Davi Gallo, que atua na área criminal do MP da Bahia, era cotado para o cargo. Gallo, porém, garantiu a colegas do MP que sequer foi sondado.

De volta ao baile
Além de Mandarino, especula-se ainda que o ex-delegado-geral da Civil Hélio Jorge Paixão pode assumir a Chefia de Gabinete da SSP. Atualmente, é assessor de segurança da PGR.

“Pessoas com alguma deficiência têm mais riscos de contaminação pela covid e de desenvolverem complicações do que as pessoas que não têm deficiência. É uma questão de humanidade” – João Roma, deputado federal pelo Republicanos da Bahia, ao comemorar a aprovação da MP da Vacina, com a inclusão de emenda de sua autoria que inclui pessoas com deficiência no grupo prioritário da imunização

Fonte: Correio