Beth Goulart vai lançar livro que estava escrevendo com Nicette Bruno

A atriz Beth Goulart, 59 anos, vai lançar um livro escrito por ela e pela mãe, Nicette Bruno, que morreu no último domingo (20) aos 87 anos de complicações da covid-19. Ela falou da novidade ontem, durante uma live comandada por Marcus Montenegro, autor do livro “Ser Artista”.

Beth contou que está finalizando o livro “Viver com Arte”, que as duas escreviam juntas antes de Nicette adoecer.

“O livro será basicamente de ensinamentos pessoais. Como eram as nossas palestras, que eu praticamente dava os temas e mamãe conduzia bravamente, o livro será assim também. Começará com o tema da superação, com a morte de papai”, explicou, se referindo ao pai, o ator Paulo Goulart, que morreu em 2014 de câncer, aos 81 anos.

Beth, que também é atriz, explicou que ela gosta mais de escrever e a mãe preferia falar e o livro unia a voz das duas. “Foi incrível esse livro, porque começamos a desenvolver isso… ‘como a gente vai escrever em duas um livro só?’. Eu gosto mais de escrever e mamãe gostava de falar. Eu vou criar esse livro como uma voz única, uma grande narradora, condutora dos temas e das ideias. Eu começava a desenvolver o tema, a ideia, e eu passava a bola pra mamãe, que era quando ela dava as opiniões dela sempre maravilhosas, os ensinamentos dela sempre maravilhosos. O livro seguia um pouco isso”.

O livro começa falando da morte de Goulart. “Eu escrevo sobre isso, mamãe gravava, e foi indo. Como começamos a nossa carreira artística, como ela começou, como eu comecei e vamos contando sobre os temas básicos, os valores da vida, importância de saber perdoar, agradecer”, explica.

Beth contou que a família sempre foi muito unida e era a raiz de tudo, inclusive da arte – os filhos seguiram o caminho dos pais. Ela disse ainda como a relação familiar sempre foi a raiz que uniu todos eles, inclusive na arte. “Nascemos em um berço extremamente amoroso. Papai e mamãe eram almas gêmeas, praticamente. Talvez seja, realmente, um caso de almas gêmeas. Era um amor tão intenso, uma cumplicidade, um entendimento de almas. E nós fomos frutos desse encontro de almas. Nascemos em uma família em que o amor era o nosso dia a dia. O amor, a alegria, a cumplicidade e depois a arte. Nascemos em um espaço muito propício à arte se desenvolver. Encontramos ali um terreno fértil pra cada um desenvolver a sua semente”, acredita.
 

Fonte: Correio