Escritor mineiro Ronaldo Simões Coelho morre aos 88 anos em Belo Horizonte

O escritor mineiro Ronaldo Simões Coelho morreu neste domingo (27) aos 88 anos. Ele estava internado em um hospital da Unimed, no bairro Santa Efigênia, há duas semanas com infecção pulmonar. O quadro piorou e Coelho desenvolveu infecção generalizada e nesta madrugada, sofreu uma parada cardiorrespiratória devido à infecção.

O velório ocorreu pela manhã, entre 10h30 e 12h30, na Funeral House, avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, MG. O corpo do escritor será cremado nesta segunda-feira (28). 

Ronaldo Simões Coelho escreveu quase 70 livros infantis, publicados no Brasil e no exterior, com tradução para diversos idiomas. Os escritos dele chegaram a ser recomendados por instituições de prestígio na literatura, como a Biblioteca Internacional da Juventude de Munique, e o Prêmio Jabuti.

Médico, natural de São João Del-Rey, na região do Campo das Vertentes, o artista atuou como psiquiatra a partir de meados da década de 1980. Ele deixa sete filhos e sete netos. 

Em depoimento publicado no Facebook, Marco Simões Coelho, filho do escritor, disse que o pai “morreu como quis” com “dignidade e tranquilidade”.

“Meu pai se foi hoje. Ele superou quase todo este ano horrível de 2020 e a Covid-19, para ser levado por uma infecção pulmonar silenciosa, que não deu qualquer sinal até que fosse tarde demais. Mas morreu como quis. Com dignidade, tranquilidade e ativo até ser colhido pela doença que o levou em duas semanas”, disse.

O filho narra que o pai “revolucionou a psiquiatria brasileira conseguindo extinguir o Hospital Colônia de Barbacena, bem retratado no livro Holocausto Brasileiro”.

“Se juntou com nomes como Michel Foucalt e Franco Basaglia para conseguir essa mudança. E com um grupo de amigos jovens na década de 70, sugeriu um novo modelo de hospitais psiquiátricos”, descreveu. 

“Nada de lamentos. Só podemos celebrar a diferença que ele fez no mundo e sua vida profícua e feliz!”, concluiu Marco. 

Fonte: Agencia Brasil