'O Brasil ficando para trás na guerra contra a covid-19', diz Rui Costa

Com o início da vacinação contra a covid-19 na Argentina, nesta terça-feira (29), através do imunizante Sputnik V, vacina desenvolvida por cientistas russos, o governador da Bahia, Rui Costa, teme que o Brasil fique para trás na guerra contra o novo coronavírus. 

Em uma postagem no Twitter, Rui disse temer que farmacêuticas desistam de pedir o uso emergencial das vacinas devido à falta de flexibilização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Os argentinos começaram hoje a se imunizar com a vacina SputnikV. Sem flexibilização, os fabricantes desistirão de pedir uso emergencial das vacinas, como fez a Pfizer. Testes clínicos indicam q a Sputnik V tem 92% de eficácia. O Brasil ficando para trás na guerra contra a covid-19”, escreveu o governador. 

Antes disso, Rui respondeu a uma postagem lembrando do acordo do governo baiano com o governo russo para adquirir doses da vacina. Fizemos a nossa parte, através do acordo firmado com o governo russo para garantir ao menos a compra de 50 milhões de doses”, postou o governador e, logo em seguida, a mensagem ficou indisponível. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), se o Ministério da Saúde não enviar doses suficientes para os grupos prioritários baianos, o governo do estado pode adquirir até 50 milhões de doses da Sputinik V devido ao acordo selado de acesso prioritário. No entanto, “não há uma previsão para chegada das doses à Bahia e, talvez, nem mesmo seja necessário fazer a compra. A empresa ainda não fez o pedido de registro emergencial à Anvisa”. 

Além disso, a assessoria ressaltou que os testes clínicos indicam que a Sputnik V tem 92% de eficácia e terá fabricação nacional a partir de 7 de janeiro, na fábrica da União Química Farmacêutica, no Distrito Federal. “O Governo da Bahia disponibilizou centro de pesquisa para testagem da vacina russa no estado, mas a Anvisa está exigindo que brasileiros sejam testados, desconsiderando os testes clínicos em 40 mil voluntários no mundo. Sem flexibilização, o Governo da Bahia teme que fabricantes desistam de pedir uso emergencial das vacinas, como já fez a Pfizer”, apontou a nota.
 

Fonte: Correio