Na porta da zona, Bahia aposta na base para reagir no Brasileiro

Um novo ano começou no Bahia, e com ele vem a expectativa por mudanças. O tricolor entra em 2021 em reta final da temporada 2020. Contando com o duelo contra o Grêmio, na próxima quarta-feira (6), às 19h15, em Porto Alegre, serão 11 jogos até o fim do Brasileirão.

O desafio do Esquadrão é o de se manter na primeira divisão e o técnico Dado Cavalcanti foi o escolhido para comandar a reação do time em campo. Com a experiência de ter treinado a equipe sub-23 durante 2019 e parte de 2020, o treinador não esconde que a renovação vai passar pelos atletas das divisões de base.

“Pretendo usar por uma natureza minha. Em todos os trabalhos que fiz, sempre tive um olho para a base. Foi o que me trouxe para exercer uma função na equipe de transição.  Enxergo com bons olhos a vinda de atletas da base que estão em um momento bom, com confiança, e talvez dar uma oxigenada do nosso grupo. Eu vejo de forma salutar, no momento certo, depois da Copa do Brasil, para não desfalcar ninguém na base”, disse Dado ao ser apresentado como novo treinador.

Essa é a segunda vez que o Bahia ensaia apostar nos garotos formados no clube nesta temporada. Em julho, na retomada do futebol durante a pandemia do coronavírus, oito atletas foram puxados para o time de cima. Na época, a ideia era de que os atletas fossem utilizados no Campeonato Baiano, deixando o grupo principal focado na Copa do Nordeste.

O planejamento esperado não aconteceu. Os garotos da base tiveram poucas chances com o então treinador Roger Machado, perdendo espaço até mesmo para atletas que haviam atuado um dia antes por outra competição. Não demorou muito tempo e eles voltaram para as categorias inferiores. Dos oito jogadores, apenas Matheus Bahia, que estava na equipe sub-23, seguiu no elenco principal.

Desde o início do trabalho de Dado Cavalcanti, pelo menos cinco atletas despontam como promovidos ao time profissional. Os volantes Patrick de Lucca e Luiz Felipe, e os atacante Thiago, Edilson e Ronaldo. Entre eles, Patrick, Luiz Felipe e Thiago são os que geram maior expectativa, pois foram destaques na Copa do Brasil da categoria.

Do trio, quem mais chama atenção é Thiago. Atacante de velocidade, ele tem boa finalização e vem sendo um dos destaques na disputa da Copa do Brasil sub-20, na qual é o artilheiro, com seis gols marcados. Por ter características diferentes dos outros atacantes, não será surpresa se ele pintar até mesmo no time titular. Ainda mais que o Bahia tem uma lacuna no ataque após a saída de Élber para o futebol japonês.

Nos casos de Patrick de Lucca e Luiz Felipe, a concorrência por uma no meio-campo é um pouco maior. Além deles dois, o setor conta atualmente com outros quatro atletas na disputa por posição. São eles: Gregore, Ronaldo, Edson e Ramon. A lista tinha ainda Elias, que foi afastado após a chegada de Dado, e Elton, que teve o contrato renovado até o fim do Brasileirão, mas está machucado.

Diante dessa disputa por um espaço entre os 11 titulares, nem mesmo quem já trabalhou com Dado Cavalcanti na equipe sub-23 e tem a confiança do treinador se coloca com cadeira cativa no grupo que começa jogando.

“Outros jogadores trabalharam com ele [Dado]. Isso não significa nada. A gente conhecendo ele sabe que preza pelo dia a dia, pelo profissional. Quem estiver mais apto ele vai colocar. Acho que ninguém tem cadeira cativa. Dado é muito profissional. Quem estiver treinando melhor no dia a dia ele vai colocar e, com certeza, vai ajudar o Bahia”, garante Ramon, que foi titular da equipe de aspirantes durante o Campeonato Baiano, balançando as redes duas vezes.

Fonte: Correio