Quer investir com R$ 30? Tire suas dúvidas sobre o Tesouro Direto

Entra ano, sai ano e muita gente faz a mesma promessa: começar uma reserva financeira. É ou não é? Porém, com o juramento vem o mesmo argumento depois de pagar as contas: não sobrou dinheiro. E não vai sobrar mesmo, até que essa meta seja colocada na lista de despesas fixas – fica aqui o conselho. O que pode ser um ponto de partida – que rende mais que a poupança – são aplicações de renda fixa como o Tesouro Direto.

Além de ter a segurança de ser um título público com garantia do governo, dá para comprar papéis com R$ 30 no bolso. Especialistas em Finanças e Investimentos ouvidos pelo CORREIO tiraram algumas dúvidas sobre essa aplicação que é recomendada, principalmente, para metas financeiras de longo prazo. Confira a seguir.

Como começar a investir no Tesouro Direto?
O supervisor de operações no Banco Itaú, Giovanni Souza, explica o processo: “para começar a investir no tesouro direto é necessário possuir conta em algum banco/corretora. Passando essa etapa, você deverá acessar a plataforma de investimentos para escolher qual título do tesouro direto e qual valor você está disposto a investir. Quanto a rentabilidade, ela vai variar de acordo com o título escolhido, prazo e o indexador presente naquele título, portanto existem inúmeras possibilidades”.

Quais são os tipos disponíveis no mercado?
As opções são: pré-fixado, IPCA+ e Selic, como destaca o educador e consultor financeiro, Antônio Carvalho. “O Tesouro Selic rende igual à taxa básica de juros, que atualmente é de 2% ao ano, sem previsão de queda ou de alta. Já o IPCA+ é baseado no índice de inflação, que atualmente apresenta leve alta, porém varia de acordo com a inflação do período. Pré-Fixado, tem taxa estabelecida baseada na Selic”.

Mesmo com a taxa básica de juros baixa, quais são as vantagens do Tesouro Direto e porque ele ainda é uma opção melhor do que a poupança comum?
As principais vantagens estão na facilidade de acesso e também na segurança, por isso é uma aplicação recomendada para investidores mais conservadores. Além disso, Giovanni Souza acrescenta que esses títulos devem ser manter atrativos no ano que vem. “A segurança pesa muito sobre o desempenho de qualquer aplicação. O cenário econômico para 2021 ainda é nebuloso, porém, para quem deseja investir, é muito mais provável que companhias e instituições financeiras venham a se dissolver e falir, do que o governo. Portanto, para quem tem medo de arriscar, o tesouro direto seguirá sendo atrativo no ano que vem”, avalia.

Por outro lado, o que o investidor precisa ficar atento ao optar por esta aplicação?
Quem responde mais uma vez é Giovanni Souza. “Sem dúvida, é preciso ter muito cuidado com as taxas. Muitas vezes, corretoras vendem títulos públicos mascarando algumas taxas obrigatórias que o investidor tem de pagar e que impacta diretamente sobre a rentabilidade do investimento. Portanto, busquem o máximo de informações antes de investir em qualquer título para que no momento do resgate não haja surpresas desagradáveis”.

Qual o segredo para conseguir uma boa rentabilidade para sua reserva financeira?
Antônio Carvalho orienta que o segredo está na escolha do prazo para o resgate. “Escolha o título que o prazo de liquidação seja compatível com as suas expectativas. Os títulos são, geralmente, para quatro, cinco, seis ou mais anos. Planeje-se para fazer aquisições periódicas, pois como qualquer estratégia de poupança, o ideal é que você crie o hábito de comprar (depositar) por um longo período”, aconselha o especialista.

Fonte: Correio