IPVA, IPTU, material e matrículas escolares. O que fazer?

IPVA, IPTU, material e matrículas escolares. Todo início de ano, as mesmas despesas que impactam bastante o orçamento. O que fazer para conseguir dar conta sem se endividar? Mariluce Souza

Olá Mariluce. Olha que coisa, você traz uma realidade peculiar que deve acontecer com a maioria dos brasileiros e que se repete todo ano provocando essa reflexão, de o que fazer para evitar esse problema a cada novo ciclo. A solução é muito simples: decida que esse será o último início de ano que viverá essa tormenta. Simples assim. Tenha a partir de agora atitudes objetivas em relação a esses gastos, afinal, eles aparecem todo início de ano, não é verdade? Se já sabemos que ele existe, não vamos fechar os olhos durante todo o ano para só observá-los no momento do pagamento. Terá que pagá-los de uma forma ou de outra, e se o fizer através de contração de dívidas, a situação fica ainda pior, então, por que não iniciar hoje o planejamento para pagar esses gastos do próximo ano? Passe por esse sufoco apenas mais uma vez, a partir do início de 2021 comece a planejar o pagamento desses gastos para 2022, basta levantar os valores de cada um deles e ir guardando a cada mês uma quantia suficiente para acumular o total necessário para a quitação no início do ano seguinte. Dessa forma, só sofrerá no primeiro momento, que é o de ajuste, a partir daí, terá total tranquilidade em todos os outros anos, mas para que funcione, é preciso o envolvimento de todos da família para que economizem o suficiente e alcancem do objetivo maior.

Edísio, como você avalia a economia em 2021? O nosso bolso vai continuar tomando os mesmos ‘sustos’ do ano passado? Hebert Luiz

Olá Herbert. Esse ano de 2020 foi surpreendente em todos os aspectos, principalmente em relação às questões econômicas. As dificuldades provocadas pelo isolamento social, contração da atividade econômica, mercado financeiro volátil, cambio disparando, enfim, fatores que provocam um efeito muito danoso para o bolso do brasileiro, basta observar os preços dos produtos e serviços como tem disparado, esperamos que esse quadro melhore, quanto antes. Com o cenário epidemiológico favorável com a descoberta da vacina, é possível que comecemos a retomar à normalidade, mas ainda é muito cedo para prever de forma objetiva como será nosso 2021. O aumento dos preços ainda continuará no primeiro trimestre, é minha opinião, com a tendência de redução a partir do segundo trimestre. Mas tudo vai depender muito dos episódios ligados ao coronavírus e das medidas econômicas adotadas pelo Governo. A suspensão do auxílio emergencial é a principal delas, pois, irá retirar um volume de dinheiro relevante da economia, contribuindo para uma redução da inflação, mas provocará no primeiro momento, uma instabilidade significativa na renda das famílias, o que pode se transformar em outro caos econômico, que será suprido pelo lento processo de retomada da economia. É preciso que tenhamos cautela ao consumir, buscando o equilíbrio financeiro para que se tenha condições de superar as dificuldades nessa retomada.

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Fonte: Correio