"É a hora de jogar fora as tralhas estruturais" afirma Gregório Pereira

De alguma forma, parece que a gente estava sendo empurrado mesmo para a Era de Aquário, que iniciou sua confluência astral no final de dezembro e segue plena pelas próximas duas décadas. “Ela significa começar uma nova fase na nossa vida. Virá em várias ondas, mas não é para ficar esperando a onda chegar não. Já viu surfista pegar onda parado?”, brincou o astrólogo Gregório Pereira de Queiroz, convidado do publicitário Joca Guanaes em live nesta segunda (5), no Instagram do CORREIO (https://www.instagram.com/p/CJpAj8RDU4B/)

O bate-papo Segundou foi marcado pela descontração e analogias como a do surfista, trazendo o complexo mundo da astrologia – sempre bombado nesta época do ano – para perto de nós. Com 4 décadas de atuação na área e com uma formação ampla –que parte da arquitetura e passa pela musicoterapia e pela psicologia – Gregório disse aos internautas que 2021 é sim um momento importante para abrir um pouco mais a nossa existência.

Ou seja, aprofundar as mudanças, que a pandemia e tudo que ocorreu em 2020 já nos obrigou a começar. “Nós estamos muito concentrados na produção. Tudo é medido pela participação produtiva, mas isto se tornou um excesso. A Era de Aquário está começando a mostrar que é preciso encontrar o equilíbrio entre as várias áreas de nossa vida. Não existe apenas o trabalho”, criticou. 

 Conjunção perfeita 

A força da mudança, disse o astrólogo, vem da conjunção entre os planetas Júpiter e Saturno no signo de Aquário. Na segunda, dia 21 de dezembro, os gigantes ficaram perfeitamente alinhados no céu, num lindo fenômeno que pode ser visto a olho nu em alguns pontos da Terra. E que só se repetirá daqui a 20 anos.  

“Mas é apenas o começo”, reforça Gregório, citando  os meses de fevereiro e dezembro como mais marcantes do ponto de vista astrológico – que entende Júpiter como símbolo de expansão e Saturno de persistência.

“Esta conjunção traz uma semente para cada um de nós, e é importante saber onde ela está na nossa vida, qual portal está se abrindo”, afirmou o estudioso, acrescentando que o ponto principal é que se trata de um esforço para o coletivo e para a empatia. 

“Mas não adianta todo mundo sair de engajando em projeto social. Para cada pessoa isto vai se refletir de uma maneira. Para uma pode ser na saúde, por exemplo, que precisa de uma mudança mais global; para outros, no trabalho ou  casamento”, ilustrou. O desafio, disse, será lutar contra as velhas estruturas (internas e externas) que sempre querem frear os impulsos da mudanças. “É a briga do velho com o novo, mas isto é tão batido, né? É a hora de jogar as tralhas estruturais fora e olhar para a semente nova”. 

E neste processo, pontuou Gregório, é preciso deixar de lado o medo, sentimento que insiste em nos acompanhar. Mesmo em relação à covid-19 já que, ironizou, as pessoas estão sempre se expondo à muitos fatores de risco. 

“Há uma diferença de medos e localização destes medos, mas temos que tomar consciência e fazer um plano de mudança ou deixar bater logo o desespero”, cutucou, acrescentando que a tendência geral é ficar “se lamuriando” e não fazer nada. “As pessoas não mudam de casa? Mudar de casa é um desespero, mas não fazemos isso quando precisa. Se a gente for ficar sentado em cima das caixas..”. 

Curas

Quando perguntado sobre a chegada da vacina e do controle da covid-19, ele afirmou que acredita no avanço –mas que ele vai seguir na queda de braço com o atraso. “Mas a nossas vida não depende só da vacina; as pessoas se expõem a doenças mais graves de forma mais banal (não estou dizendo para ninguém abandonar a máscara), mas é que agora estão todas muito temerosas. É disso que a gente deveria cuidar, do medo. A vacina não é Messias, não é a chegada do Salvador, vamos tocar a vida”, reiterou. 

E ainda mandou um recadinho de Ano Novo : “Vamos parar de olhar para estas telinhas infernais…parem de achar que as telas são lugares de relacionamento, elas são apenas lugares de informação. Este raio desta pandemia nos obrigou a ficar com as pessoas próximas, então meu conselho é se voltar para o próximo. E que pai Oxalá nos abençoe a todos”. 

Além de Gregório Pereira, a live Segundou contará com mais três edições especiais em janeiro – com profissionais que vão falar de bem-estar, planejamento e cuidados, em diferentes áreas. “São lives pra gente se preparar para aproveitar o ano de 2021, o ano da mudança”, resumiu Joca Gunaes.    
 

Fonte: Correio