Investigada na Metástase, Viviane Chicourel tem prisão domiciliar decretada

Investigada na Operação Metástase, Viviane Chicourel Hipólito Rodrigues teve a prisão domiciliar decretada no último sábado pelo juiz federal Robson Silva Mascarenhas, plantonista do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no último dia 2 de janeiro. Chicourel era diretora da Rede Própria Sob Gestão Indireta da Secretaria da Saúde do Estado da Baia (Sesab) e estava presa desde o último dia 18 de dezembro. Ela utilizará a famosa tornozeleira eletrônica

De acordo com a decisão judicial, o fato de Viviane ter sido exonerada do cargo “mitiga o risco de interferência indevida junto a testemunhas”. No entanto, o juiz manteve a medida cautelar proibindo o contato com quaisquer dos demais investigados no inquérito, com servidores e colaboradores da Sesab e do Hospital Regional de Juazeiro, bem como fornecedores e possíveis testemunhas. Fica ressalvado desta medida o contato da autora com seu esposo.

A operação Metástase apura um esquema de de desvio de recursos destinados ao combate à Covid-19, bem como fraude em licitação no Hospital Regional de Juazeiro.

Metástase
O nome da operação deflagrada no dia 19 de novembro faz uma alusão da corrupção como uma espécie de câncer na sociedade.  uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (19). Foram expedidos seis mandados de prisão, cinco de preventiva e um de temporária, e outros 16 de busca e apreensão em Salvador, Castro Alves, Guanambi e Juazeiro.

Na casa de um dos investigados foram arrecadados pouco mais de R$ 275 mil e 1400 dólares.

Segundo informações da PF, a organização criminosa passou a dominar a gestão de inúmeras unidades da rede estadual de saúde sob gestão indireta, por intermédio de diferentes Organizações Sociais de Saúde (OSS). Assim, contrataram empresas de fachada, pertencentes ao mesmo grupo, com valores superfaturados. A maior parte das empresas são de consultoria, assessoria contábil e empresarial, comunicação social, além de escritórios de advocacia.

As investigações começaram em junho deste ano, e, durante esse período, foram acompanhadas diversas situações no Hospital Regional de Juazeiro, como a falta de medicamentos, de insumos e equipamentos, atraso no pagamento de salários. 

Nos últimos quatro anos, a OS recebeu da Sesab mais de R$ 194 milhões, apenas em função do contrato de gestão do HRJ. As irregularidades resultaram em um prejuízo efetivo de no mínimo R$ 6.077.576,35 (período de setembro/2017 a dezembro/2019).

Fonte: Correio