Após desgaste com a Faroeste, governo inicia desmonte dos grampos da SSP

Após os desgastes causados pelas denúncia da Operação Faroeste, o governo do estado iniciou o processo de desmonte na Superintendência de Inteligência na Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o plano para colocar a máquina de escutas telefônicas sob controle da Polícia Civil. O primeiro ato veio com a nomeação, sábado passado, do delegado Ivo Tourinho para chefia o setor no lugar do agente da PF Rogério Magno, demitido no começo do mês à reboque da queda do ex-secretário Maurício Barbosa. Tourinho, que já dirigiu a Inteligência da Civil, era opositor do comando da SSP sobre os equipamentos utilizados em interceptações telefônicas e telemáticas e para quebra de sigilos bancário e fiscal. Ele chegou a ser exonerado do cargo em 2018, depois de entrar em rota de colisão com Barbosa. 

Segunda fila
O novo subsecretário da SSP, Hélio Jorge Paixão, nomeou ainda o tenente-coronel Fernando José Farias para atuar, que estava à frente das operações de inteligência da como braço-direito de Tourinho.

Troca de guarda
No mesmo compasso, Hélio Jorge determinou a criação de um grupo de trabalho para acelerar a transferência do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) para a Polícia Civil. Desenvolvido pelo Ministério da Justiça em parceria com o Banco do Brasil, o LAB-LD se tornou o principal equipamento de análise ou rastreamento de dados financeiros e foi transferido aos estados por meio de convênio firmado em 2006.

Última grampolândia
Até hoje, a Bahia é o único estado do país em que a ferramenta é controlada exclusivamente pela SSP. O que levou o Ministério Público Federal a ajuizar ação para que o controle do LAB-LD fosse entregue à Civil, como determina o dispositivo da Constituição que regulamenta investigações criminais com quebras de sigilo e interceptações.

Carteira aberta
Investigados pela Faroeste deflagraram uma corrida para contratar advogados pesos -pesados que atua em grandes bancas de Brasília. No rastro das duas últimas etapas da operação, os alvos deixaram claro que preço não será problema.

Ladeira abaixo
Balanço da Federação Baiana de Turismo (Fetur) sobre os 25 maiores hotéis de Salvador apontou uma queda de aproximadamente 27% na taxa de ocupação em 2020. De acordo com os dados da Fetur, a rede hoteleira de luxo na capital fechou o ano com índice de 36,79%, ante os 63,53% de 2019. Para a federação, trata-se do pior ano para o segmento nas últimas três décadas. O período de maior baixa foi abril, maio e junho, com 8%, 12% e 17%, respectivamente.

Para poucos
Em dezembro, primeiro mês da alta temporada, a ocupação foi de cerca de 35%. Apenas três hotéis da cadeia tiveram desempenho igual ou acima da mais recente média histórica para o mês: Monte Pascoal (86%), Intercity Premium (71%), Grande Hotel da Barra (69%).

“Não podemos mais perder tempo. A Anvisa precisa, de uma vez por todas, se posicionar de forma clara para iniciarmos a vacinação em massa em todo o país” – ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ao comentar a comprovação da eficácia da Coronavac, considerada por ele ‘uma vitória da ciência e um passo fundamental na luta contra a pandemia’

Fonte: Correio