Fundo russo e União Química pedirão uso emergencial da Sputnik V nesta semana

A farmacêutica brasileira União Química e o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF, em inglês) fecharam acordo para fornecimento de 10 milhões de doses da vacina contra covid-19 Sputnik V, no 1º trimestre de 2021, segundo anunciaram nesta quarta-feira (13). A previsão é de começar as entregas de doses ainda em janeiro. A Bahia tem acordo prévio com os russos, segundo o governador Rui Costa. Ainda esta semana, será pedido autorização à Anvisa para uso emergencial da vacina.

A tecnologia da vacina será transferida para o Brasil, por meio da União Química. A ideia é começar a produção no Brasil já na sexta (15). Brasileiros que trabalham na Embaixada do Brasil na Rússia já estão sendo vacinados, segundo o RDIF. A vacina russa recebeu autorização emegencial para aplicação em países como a Argentina, Bolívia, Argélia, Sérvia e Palestina.

“Tivemos informações agora há pouco direto de Moscou, a União Química terminou uma reunião com o Fundo Soberano Russo, com a Gamaleira. Eles irão garantir já a partir de fevereiro, começo de março, 10 milhões de doses para o Brasil. Temos acordo que estamos fechando para fazer importação de uma quantidade de doses de vacina Sputnik pra usar na Bahia tão logo o registro na Anvisa saia. E a informação é que a União Química, em nome dos russos, vai fazer o pedido emergencial à Anvisa nas próximas 48h”, afirmou o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, à TV Bahia.

No Brasil, a Anvisa já analisa pedido de autorização para uso emergencial da vacina de Oxford/AstraZeneca, que será importada da Índia, e da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac. Tanto Rui quanto Fábio criticaram a lentidão na liberação de vacinas.

Segundo o fundo russo, a eficácia da Sputnik V é superior a 90%, com proteção total contra casos graves da covid-19. Mais de 1,5 milhão de pessoas receberam o imunizante. A temperatura para o armazenamento da vacina é compatível com um refrigerador convencional, o que facilitaria a manutenção.

Acordo com a Bahia
O governador Rui Costa falou do acordo com os russos nesta quarta-feira (13). “Nesse protocolo a gente tem lá garantido a compra antecipada, com fornecimento rápido, de vacina. Nós já exercemos esse direito, já mandei correspondência, e eles têm condições de entregar rapidamente a vacina aqui, numa quantidade que não é expressiva do ponto de vista da população em geral, mas é expressiva para o público alvo, especialmente saúde e segurança, teria condição de começar a vacinar em uma semana, dez dias. Mas preciso, para efetivar a compra, de uma autorização da Anvisa”, explicou ele.

Fonte: Correio