União Química pede à Anvisa uso emergencial da vacina Sputnik V, aposta da Bahia

Principal aposta do Governo da Bahia entre as vacinas contra a Covid-19, a Sputnik V teve seu pedido para uso emergencial no Brasil feito nesta sexta (15). A informação foi dada pelo grupo farmacêutico União Química que, em conjunto com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), protocolou o pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A solicitação prevê o uso de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, de origem russa.

Segundo a da União Química, as 10 milhões de doses estarão disponíveis para o Brasil até o final do primeiro trimestre deste ano. Ainda segundo a farmacêutica, a vacina será produzida em fábricas de Brasília e de Guarulhos com base em acordo de transferência de tecnologia firmado com o fundo russo.

O pedido para estudos em humanos no Brasil foi feito à Anvisa em 29 de dezembro. A agência informou que, para o pedido de uso emergencial, a vacina precisa estar em estudo fase 3 no país. As empresas que desenvolvem a Sputnik pediram anuência do estudo no Brasil. A Anvisa afirmou que aguarda a complementação de informações para que a análise seja concluída. Tanto o governador Rui Costa quanto o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas defendem a anuência da fase 3 do testes. O governador prometeu ir ao STF para pedir a liberação da Vacina.

Em setembro do ano passado, o governador anunciou que a Bahia tinha um acordo de cooperação para o fornecimento de até 50 milhões de doses da vacina Sputnik V, com o governo da Rússia

A Sputnik V é a mesma vacina que começou a ser aplicada na Argentina e em Belarus. Ela foi a primeira a ser registrada no mundo contra a Covid-19, em agosto. Segundo a União Química, a vacina foi aprovada para uso emergencial em outros países, entre os quais Argentina, Bolívia, Argélia, Sérvia e Palestina.

Em dezembro, a Rússia divulgou dados com o resultado final da eficácia da vacina, que ficou em cerca de 91%. Porém, os detalhes dos estudos não foram publicados e revisados por outros cientistas.

Fonte: Correio