Confira o que pode funcionar em Salvador a partir de segunda (29)

Para conter o avanço da contaminação do novo coronavírus a Prefeitura de Salvador anunciou novas medidas restritivas para a população. A lista de estabelecimentos que podem funcionar ficou ainda menor, mas, na prática, terão efeito por apenas uma semana. A proposta do Município é derrubar os números da pandemia na Semana Santa para poder reabrir o comércio, incluindo o que não é essencial, na semana seguinte.

Nesta sexta-feira (26), o prefeito Bruno Reis realizou uma entrevista coletiva para detalhar o que poderá funcionar de 29 de março a 2 de abril. Ele frisou que como a Sexta-Feira Santa (2) é feriado e alguns seguimentos também suspendem as atividades na véspera, as restrições vão durar, na prática, três dias.

“São necessária ainda essa semana medidas de isolamento social, medidas um pouco mais restritivas com objetivo de garantir que os números continuem caindo, continuem cedendo, e dê a segurança necessária para a retomada das atividades. Diante de uma queda que estamos percebendo dia a dia e com o reforço dessas medidas nós vamos assegurar a abertura do comércio no dia 5 de abril”, afirmou o prefeito.

Ele disse também que avaliou a necessidade de antecipar feriados, mas acabou abrindo mão da ideia. A expectativa é de que as medidas adotadas na próxima semana ajudem a reduzir a taxa de ocupação dos leitos e a fila da regulação.

Salvador amanheceu com 21 pacientes aguardando nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) por um leito nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), nesta sexta-feira. Esse é o menor número dos últimos dias. Há duas semanas eram 87 pessoas nessa situação. Outros 25 esperavam por uma acomodação na enfermaria.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI, no entanto, estava em 86% nessa manhã. A intenção da prefeitura é derrubar esse número para 80% para poder autorizar a reabertura de atividades não essenciais a partir do dia 5 de abril.

Confira o que pode funcionar na Semana Santa:

  1. Supermercados, panificadoras, delicatessens e açougues;
  2. Farmácias e drogarias;
  3. Agências bancárias e lotéricas;
  4. Serviços públicos considerados essenciais;
  5. Serviços de delivery e de retirada no local (take away) desde que mantidas as portas fechadas ao público;
  6. Hospital dia e serviços de saúde (exceto atendimentos eletivos em clínicas odontológicas e dermatológicas);
  7. Serviços de imagem radiológica;
  8. Atendimentos de tratamentos contínuos, a exemplo de oncologia, hemoterapia e hemodiálise;
  9. Laboratório de análises clínicas;
  10. Estabelecimentos que forneçam insumos hospitalares;
  11. Clínicas veterinárias e pets shops (exceto serviços de banho e tosa, que só poderão ser realizados através de delivery);
  12. Postos de combustíveis;
  13.  Centrais de telecomunicações (call centers) que operam em regime de 24h;
  14. Correios e empresas de encomendas e mercadorias;
  15. Cemitérios e serviços funerários;
  16. Cartórios de registros das pessoas naturais;
  17. Atividade industrial (exceto construção civil);

Fonte: Correio