Com 1.500 pacientes na fila por UTI, São Paulo registra 1.193 mortes por Covid

São Paulo registrou 1.193 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, quantidade mais alta desde o início da pandemia. Com o boletim, o Estado passou de 70 mil mortes causadas pela infecção de coronavírus.

Nesta sexta-feira, foram registrados 21.489 casos da doença em São Paulo, totalizando 2.392.374 infecções.

A situação é tão crítica que São Paulo tem 1500 pessoas com Covid-19 na fila de espera por um leito de UTI, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) divulgados na noite dessa quinta-feira. 

Mortes na fila da UTI

Deusira, Claudenor e Josepha são as novas vítimas do colapso do sistema de saúde que tem levado pacientes com Covid-19 a morrer na fila de espera por um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na cidade de São Paulo.

Os três novos óbitos confirmados se somam ao de Renan Ribeiro Cardoso, 22, o primeiro a não resistir à espera por um leito de terapia intensiva na cidade com a maior estrutura de saúde do país.

O jovem morreu no dia 13 deste mês após aguardar 46 horas por um leito de UTI que só foi disponibilizado 19 minutos depois de ele morrer. O pai da vítima, Valmírio Lopes Cardoso, 49, também está hospitalizado com Covid-19.

Os quatro óbitos ocorreram em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), locais que têm sido a porta de entrada para os atendimentos de pacientes com Covid-19, mas sem estrutura adequada para atender casos mais graves.

Como nesta segunda onda da pandemia a piora do quadro clínico dos pacientes tem ocorrido em maior velocidade, as pessoas que têm dado entrada nas UPAs já chegam em péssimas condições clínicas.

Os hospitais que têm estrutura de UTI não têm dado conta da explosão de pedidos por leitos, o que tem gerado óbitos na fila de espera.

Último dado disponibilizado pela Secretaria Municipal da Saúde da gestão de Bruno Covas (PSDB) apontava que 606 pessoas com Covid-19 aguardavam por uma UTI na metrópole.

* Folhapress

Fonte: Agencia Brasil