Mais de 450 aglomerações são dispersadas na capital paulista em menos de 3 dias

Uma ação conjunta de prevenção à disseminação da Covid-19 na cidade de São Paulo dispersou 454 aglomerações, entre a noite de sexta-feira (26) e a madrugada deste domingo (28). Em quatro festas clandestinas, feitas a portas fechadas em bares, havia mais de 300 pessoas. Foram vistoriados 298 estabelecimentos.

As operações são fruto de ações integradas entre as polícias Civil e Militar, Vigilância Sanitária, Procon-SP, GCM (Guarda Civil Metropolitana) e a Prefeitura de São Paulo.

Policiais civis precisaram arrombar os portões de acesso de três bares no Brás (centro), entre a noite de sábado (27) e a madrugada deste domingo. Nos locais estavam sendo realizados eventos clandestinos e aglomerações de pessoas.

Ao chegar no primeiro estabelecimento, no final da noite de sábado, policiais ouviram vozes, indicando a presença de pessoas dentro do local, que estava com as portas fechadas. Mesmo anunciando a presença policial em frente ao bar, ninguém abriu o estabelecimento aos agentes, que acabaram arrombando o portão de acesso, entrando em seguida no imóvel.

Neste primeiro bar, havia cerca de 20 pessoas, todas sem máscara e consumindo bebidas alcoólicas.

A dona do estabelecimento, de nacionalidade boliviana, afirmou ter ciência da pandemia da Covid-19, mas preferiu manter o atendimento aos clientes de forma clandestina. Ela ainda argumentou à força tarefa que outros comércios da região também estariam fazendo a mesma coisa.

Alguns imóveis adiante, mais um estabelecimento com as portas fechadas foi flagrado fazendo atendimento irregularmente a clientes. No local, agentes encontraram 12 pessoas também consumindo bebidas alcoólicas, aglomeradas e sem máscara de proteção.

A responsável pelo comércio, também de origem boliviana, argumentou “precisar pagar o aluguel” do local e, para isso, optou por manter o atendimento aos clientes, mesmo sabendo ser a prática proibida por causa da pandemia do novo coronavírus.

Estes dois estabelecimentos foram autuados e em seguida lacrados pela Vigilância Sanitária. As ações foram acompanhadas pela Subprefeitura da Mooca (zona leste).

Outro bar, também com as portas fechadas, onde havia cinco pessoas bebendo em uma suposta festa de aniversário, ainda no Brás, também teve os clientes dispersados. O local, porém, não foi lacrado.

Todos os responsáveis pelos estabelecimentos foram levados ao 78º DP (Jardins) onde assinaram termos circunstanciados de infração de medida sanitária preventiva.

Somente neste sábado (27), a Polícia Militar identificou 352 pontos de aglomeração na capital paulista, em ações conjuntas de combate à disseminação do novo coronavírus, responsável pela morte de mais de 300 mil pessoas no país. 

Já na sexta, foram identificados 102 locais com aglomeração, também dispersados pela corporação.
Carlos César Marera, diretor de fiscalização do Procon-SP, acompanha quase todas as ações conjuntas na capital, feitas com órgãos da segurança e da saúde. Ele criticou o comportamento de risco das pessoas que insistem em desrespeitar os protocolos de prevenção à Covid-19.

“Estamos com as UTIs [Unidades de Tratamento Intensivo] colapsadas em nosso estado, praticamente sem vagas, sem oxigênio e as medicações necessárias para intubação também acabando. Infelizmente para que um paciente infectado pela Covid-19 possa ocupar um leito de UTI, tem que aguardar na fila. O que mais precisa acontecer para que as pessoas se conscientizem de que não é o momento de participar de festas clandestinas ou qualquer outro tipo de aglomeração?”, afirmou.

Segundo o mais recente boletim da Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), deste sábado, a taxa de ocupação de leitos de UTI, por causa da Covid-19, era 88% na capital. Já a taxa de internações em enfermaria, também decorrentes do novo coronavírus, era de 85%.

Fonte: Agencia Brasil