Falta de oxigênio pode atingir 625 municípios, e de kit intubação, 1.141

*Atualizada às 17h11

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (1) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelou que o risco de faltar oxigênio hospitalar ainda nesta semana é real em 625 cidades brasileiras, enquanto a escassez de medicamentos do chamado “kit intubação” aflige 1.141 prefeituras. A consulta foi realizada entre os dias 29 e 31 de março.

Em termos proporcionais, 24,5% dos gestores participantes responderam que há risco real de faltar de oxigênio nas unidades de saúde e 44,7% informaram que o estoque de remédios para intubação pode acabar ainda nesta semana.

Os percentuais gerais caíram em relação à primeira edição da pesquisa, de 27,2% para 24,5% no caso do oxigênio, e de 50,4% para 44,7% quanto ao kit intubação. Os dados, porém, não podem ser comparados diretamente, pois a CNM não informa quais prefeituras responderam as perguntas em cada levantemento. O número total de gestores participantes entre as duas pesquisas caiu, de 2.611 para 2.553.

No recorte considerando só as cidades que também haviam participado da primeira enquete, o risco de desabastecimento do oxigênio caiu, de 26,9% para 24,2%, e o de escassez do kit de intubação, de 50,3% para 46,6%. “O percentual teve queda pouco expressiva, apontando que o problema continua sendo uma grande preocupação dos entes locais”, conclui a entidade.

 Ao contrário da primeira edição, a CNM não divulgou o detalhemento dos números por Estado. A entidade informou apenas que obteve respostas de municípios de todas as Unidades da Federação. “Dessa forma, os resultados apresentados podem se constituir em um bom cenário da situação vivenciada em todas as regiões do país”, conclui a confederação.

Outros itens

Sobre a distribuição de vacinas, quase a totalidade dos entrevistados (98%) recebeu nesta semana vacinas contra a Covid-19, “demonstrando que o imunizante está chegando aos municípios”, destacou a entidade. As remessas ocorreram duas vezes para 68,4% das prefeituras e uma vez para 24,4%.

O fechamento de atividades não essenciais foi adotado por 37,1% das cidades consultadas. Quando perguntados sobre a restrição da circulação de pessoas à noite, o percentual de municípios que aderiram a essa medida sobe para 82,2%.

A pesquisa também mostra que 88% dos municípios estão adotando restrições das atividades aos fins de semana, e que a antecipação de feriados no último período foi promovida por 15,3% das prefeituras participantes do levantamento.

Quanto às aulas presenciais, 89,4% dos municípios estão com as atividades paralisadas.

Fonte: Agencia Brasil