Alegria na fila: profissionais da educação comemoram imunização contra a covid-19

O feriado de ontem foi chuvoso na capital, mas o risco de se molhar não tirou a animação da professora Cláudia Dourado, 56 anos, que foi tomar sua vacina contra a covid-19 já no primeiro dia em que a imunização foi iniciada para o seu grupo, nesta quarta-feira, 21. De tão feliz, até dançou na fila do posto fixo da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), em Pituaçu.

“Tô dançando, tô feliz e cheia de gratidão ao SUS, à ciência. Um dia muito esperado para mim. Fui pra Fonte Nova, fiquei sabendo que não podia lá. Tive que me desbancar até aqui, mas para mim tá excelente. Não tem como ficar mais feliz”, disse a educadora. 

Assim como Cláudia, centenas de educadores movimentaram os drive thrus e os postos fixos de Salvador em busca da sua injeção. Ainda pela manhã, grandes filas se formaram nos drives da Ucsal e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e naquele instalado na Fundação Bahiana para Desenvolvimento das Ciências, em Brotas.

Cláudia estava tão feliz que estava na fila dançando

(Foto: Nara Gentil/CORREIO)

Ansiosos pela agulhada

Ozilene Guimarães, 55, professora da rede privada e pública, saiu de casa cedinho para garantir sua agulhada. “Dormi pensando nisso, saí bem cedo de casa. A expectativa era grande para tomar minha dose. Queria me proteger e participar de mais um passo para que todo mundo fique mais seguro e possamos retornar às nossas atividades. Agora, é esperar que toda comunidade educativa seja vacinada para que voltemos às aulas com muita alegria e segurança”, afirmou.

José Roque Nascimento, 56, professor da rede pública de educação, foi outro que fez questão de estar na fila o mais cedo possível para ser imunizado logo. Assim como Ozilene, ele acredita que a imunização é um passo importante no processo de retomada das atividades presenciais.

“Eu saí de casa 6h30, mesmo sabendo que abria só às 8h. Queria me adiantar para conseguir a vacina logo porque ansiedade não estava faltando. Tô feliz com a imunização porque me deixa mais seguro quanto ao retorno das aulas com todos os protocolos e mantendo os cuidados”, disse.

Família registrou momento de alegria com imunização de Ozilene

(Foto: Nara Gentil/CORREIO)

Imprevisto

Toda essa expectativa citada por José e Ozilene era muito parecida com a de Iolanda Carvalho, 56, que é professora em uma creche comunitária na capital baiana e não escondeu a felicidade ao falar da expectativa para a imunização. 

“Eu tô esperando esse momento faz tempo. Sempre alerta à possibilidade de me vacinar. A alegria é imensa e o sentimento é de finalmente estar mais segura. Esperava que todos estivessem assim como eu, pertinho da fila de vacinação, mas não é o que acontece no momento”, declarou. 

Só que, ao chegar na conferência dos documentos, a alegria de Iolanda virou decepção. Isso porque, mesmo cumprindo todos os pré-requisitos e provando vínculo com a rede municipal de educação, a professora não pôde ser vacinada porque seu nome não constava na lista concedida pela sua instituição de ensino. “Mandaram eu vir outro dia. Saí de longe e comprovei minha idade e que sou professora da rede municipal. E, ainda sim, não vou me vacinar por meu nome não estar na lista. Achei um absurdo essa falha, vou ter que correr atrás”, contou.

A professora foi orientada a procurar a diretora da escola em que atua para se certificar da presença do seu nome na lista ou solicitar o reenvio. O CORREIO procurou a Secretaria Municipal de Educação (Smed) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para entender como é feito o processo de solicitação das listas junto às escolas, mas não obteve resposta até a conclusãp desta reportagem. 

*Com a supervisão da chefe de reportagem Perla Ribeiro

Fonte: Correio