Dado valoriza empate e diz que opções para o ataque foram limitadas

A estreia do Bahia na Copa Sul-Americana deixou nos tricolores o sentimento de que o time poderia ter conseguido mais do que o empate por 1×1, alcançado contra o Torque, na noite desta quarta-feira (21), em Montevidéu. Na análise do técnico Dado Cavalcanti, o Bahia fez uma boa partida. Ele, no entanto, reforçou o coro de que as chances desperdiçadas na primeira etapa fizeram falta.

“Acho que fizemos uma boa partida, uma partida equilibrada. Não prevíamos facilidades, e comprovamos a dificuldade do jogo. Enfrentamos um adversário que valoriza a posse de bola, dita o ritmo, mas as melhores chances foram nossas. O triunfo não seria algo muito maior do que o que produzimos em campo”, explicou o treinador.

Dado falou ainda sobre os dois temos distintos que o Esquadrão teve durante o duelo. Se no primeiro tempo um time quase não foi incomodado e ainda conseguiu encaixar bons contra-ataques, na segunda etapa o tricolor foi pressionado, levou o empate e pouco produziu no campo ofensivo. Segundo o treinador, A queda de rendimento aconteceu por mérito dos uruguaios.

“É difícil jogar contra uma equipe como o Torque em virtude dessa equipe ter muito jogadores de defesa com muita qualidade técnica na construção das jogadas, inclusive o goleiro. Fizemos uma pressão alta e quando essa pressão não é encaixada sofremos muito para ter que correr atrás. Quando o adversário sai da pressão nos desgastamos muito tendo que correr para trás. Para evitar uma condição um pouco mais frágil da nossa equipe, uma saída é baixar um pouco as linhas e esperar o adversário entre no nosso campo, tendo o equilíbrio necessário para recuperar a bola e sair no contra-ataque. Essa foi a condição que propusemos no segundo tempo”, afirmou.

Durante a entrevista pós jogo, Dado falou também sobre as substituições que precisou fazer na partida. O treinador lamentou as poucas peças ofensivas que teve no banco. Com Gabriel Novaes liberado por conta de uma negociação com o Red Bull Bragantino, diante do Torque os únicos jogadores de ataque relacionados foram Alesson, Daniel Penha e Marcelo. Os dois últimos fazem parte do time de transição.

“A primeira troca que eu fiz já foi no intervalo, então não houve tanta demora assim. Mas hoje eu vim um pouco mais limitado em relação as opções, principalmente opções ofensivas. Depois do gol tomado, do susto, estávamos equilibrados em campo. Fiquei um pouco receoso de uma troca de peças provocar algum desequilíbrio. Eu retardei um pouco mais e quando vi que os jogadores baixaram mais a guarda, mais cansados, comecei a fazer as trocas pensando nisso, em oxigenar a equipe e ter um pouco mais de agressividade ofensiva”, explicou.

O elenco do Bahia agora volta ao Brasil e se concentra na partida decisiva que tem no próximo sábado (24). No Castelão, o Esquadrão encara o Fortaleza, em jogo único, pela semifinal da Copa do Nordeste.

Fonte: Correio