PF prende 61 e apreende R$ 300 mil em notas falsas em Minas e outros Estados

Em operação deflagrada durante esta semana, a Polícia Federal (PF) prendeu 61 pessoas em Minas Gerais e outras Unidades Federativas por envolvimento com emissão e comercialização de cédulas falsas. Ao todo, foram apreendidos R$ 300 mil em valor nominal.

Segundo a PF, o dinheiro falsificado era transportado através de encomendas dos Correios. De acordo com a estatal, as investigações começaram após servidores suspeitarem de algumas postagens, por isso, acionaram a polícia.

“O órgão realizou diligências para a localização e identificação dos destinatários. Desta forma, foi possível prender suspeitos de compra de cédulas falsas pela internet, que utilizavam os serviços postais para efetivação do delito”, informou.

As notas falsas apreendidas nesta operação estavam em 113 encomendas. As fiscalizações ocorreram nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Pará, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Rondônia, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Sul, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Tocantins, Santa Catarina, Roraima e Distrito Federal.

Conforme a PF, desde 2019 foram apreendidos aproximadamente R$ 10 milhões em cédulas falsas nas ações de combate às falsificações de moeda.

“Os Correios trabalham em constante parceria com os órgãos de segurança pública para prevenir o tráfego de itens proibidos por meio do serviço postal. Quando algum objeto com conteúdo proibido ou ilícito é detectado, a empresa aciona os órgãos competentes”, disse os Correios.

Crime

Falsificar, fabricar ou alterar moeda metálica ou papel moeda de curso legal no país ou no estrangeiro é crime previsto no artigo 289 do Código Penal. A pena varia de três a 12 anos de prisão e multa. Estará sujeito à mesma pena quem importar ou exportar, adquirir, vender, trocar, ceder, emprestar, guardar ou introduzir na circulação moeda falsa.

Mesmo tendo recebido de boa fé, comete crime, com pena prevista de seis meses a dois anos e multa, quem a recebe e a mantém em circulação, repassando a outros.

Fonte: Agencia Brasil