Covid: 75% dos brasileiros acham que só vacinados devem acessar locais públicos

Setenta e cinco por cento dos brasileiros concordam com a exigência de “passaporte de vacinação”, ou seja, necessidade de comprovação da inoculação contra Covid-19, para que cidadãos tenham acesso a locais públicos. Do restante, 10% são “extremamente contra” a medida e 8% não são favoráveis a ela.

A informação é da pesquisa “Global Views On Personal Health Data And Vaccine Passports”, realizada pelo Instituto Ipsos em 28 países a pedido do Fórum Econômico Mundial. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (28). A média global para o quesito supracitado é de 55%.

Além disso, os dados indicam que 84% dos brasileiros acreditam que somente deveriam entrar no país, por via aérea, pessoas que foram imunizadas, e 66% dos brasileiros defenderam que “lojas, restaurantes e escritórios” devem exigir a comprovação de vacinação.

Outros resultados encontrados pela pesquisa:

  • 62% dos brasileiros se sentiriam confortáveis caso seus empregadores tivessem acesso a suas informações pessoais de saúde e de vacinação
  • 49% dos brasileiros se sentiriam confortáveis caso o governo de seu país tivesse acesso a suas informações pessoais de saúde e de vacinação
  • 63% dos brasileiros acham que somente as pessoas vacinadas deveriam poder fazer coisas que envolvem grupos grandes de pessoas, como usar o transporte público, viajar e ir a eventos culturais ou esportivos

O estudo foi conduzido com base em duas rodadas de entrevistas. A primeira ocorreu nos 28 países, com 21.021 pessoas consultadas entre 26 de março e 9 de abril. 

A segunda, com 12 países, dos quais o Brasil está incluído, com 15.529 participantes, entre 8 e 11 de abril. Na primeira, cerca de 1.000 pessoas foram entrevistadas, e, na segunda, 2.000.

“Mais conectados”

Todos os participantes tem idade entre 18 e 74 anos, conforme o estudo, e, no Brasil, a pesquisa foi respondida por um público “mais urbano, mais educado, e mais informado do que a média geral da população”. 

O Ipsos informa que, portanto, os dados devem ser interpretados levando em consideração que as opiniões expressas pelos brasileiros no estudo refletem àquelas dos cidadãos mais “conectados”.

Fonte: Agencia Brasil