Maria Ribeiro diz que voto de Caio Blat em Aécio Neves foi motivo de separação

A atriz Maria Ribeiro disse que uma divergência política foi responsável por sua separação com o também ator Caio Blat, com quem foi casada por 12 anos. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta sexta pelo Jornal O Globo. Segundo Maria, o voto de Blat em Aécio Neves na eleição de 2014 contra Dilma foi o “culpado” pela separação.

“Sempre achei que dava para cada um do casal votar em uma pessoa. Mas, em 2014, o Caio votou no Aécio (Neves). Eu falei: ‘Caralho’. Posso achar a Dilma sem talento nem para ser síndica, mas acho que é aquela coisa ‘por baixo da pedra’ do (Fernando) Pessoa: tem uma parada que é do mal e outra que é do bem. Impressionante como a política foi ocupando tudo, né?”, disse Maria Ribeiro.
 
Ela diz que se tornou mais politizada após o casamento com Paulo Betti, de quem foi companheira entre 2001 e 2005 e teve um filho. “Ganhei uma consciência que não tinha. Porque, depois do Paulo, fiquei traumatizada com a coisa da política. Eu acordava, e o cara já tinha lido oito editoriais do Élio Gaspari. Casei com Paulo com 21 anos, ele tinha 44. O cara só falava de política, a onda dele na vida é essa. Mais que amor, paternidade, política é o tesão dele”, disse a atriz. Coincidentemente, a novela Império, reprisada atualmente na Globo, conta com Maria Ribeiro em cena com os dois ex, Betti e Blat.
 
“O nosso encontro foi maravilhoso, porque é uma diferença de origem muito grande. Country Club com Sorocaba, irmãos analfabetos. Tenho vontade de fazer um filme para o Paulo, porque é um ator gênio que, ultimamente, não tem tido bons papéis”, disse Maria na entrevista. 
 
A atriz disse que apesar da divergência política com Blat, gosta de saber sobre os ex e diz sentir saudades, já que foram pessoas que amou. “Casei com dois caras que amei muito. Fico com saudade, quero saber o que estão pensando da vida. E não tenho medo de treta. A vida é estar o tempo todo consertando. Já parto do princípio que é isso, porque se achar que a briga é exceção, a gente fica com medo dela”, disse.

Fonte: Correio