Na Barra, Saltur faz blitz para orientar ciclistas sobre a utilização de máscaras

Quem passou de bike pela ladeira do Cristo da Barra nesta sexta-feira (30) teve uma surpresa na ciclovia. É que, por lá, agentes da Empresa Salvador Turismo realizaram uma “blitz” organizada pelo Salvador Vai de Bike que parava os ciclistas para orientar sobre a necessidade do uso de máscara, que tem sido artigo de luxo entre os que pedalam nas ciclovias da capital baiana. Pelo menos, é isso que garante Paulo Henrique Pereira, 35 anos, que sempre pedala pela orla e percebe que muita gente que anda de bicicleta dispensa o uso do item de proteção. “Infelizmente, é a minoria que faz uso, né?! O que é completamente perigoso. Pelo que vejo, chuto que 60% dos ciclistas não usam mesmo”, diz o operário.

Paulo Henrique se preocupa com a quantidade de pessoas sem máscara andando de bicilcleta (Foto: Paula Froés/CORREIO)

Ao todo, eram cinco agentes que ficaram no acostamento da ciclovia parando os ciclistas, passando orientações e dando máscaras para incentivar os soteropolitanos a se protegerem do vírus também durante a pedalada. Ao longo de toda ação, foram entregues 350 máscaras na primeira blitz, que, de acordo com informações de Isaac Edington, presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), deve acontecer, nas próximas semanas, em outros pontos da orla de Salvador, onde o fluxo de ciclistas é maior. 

“Essa ainda é nossa primeira blitz. Nós temos detectado um número alto de ciclistas que pedalam sem máscara. Então, a ideia é ampliar essa operação para outros pontos da cidade com o intuito de conscientizar a todos sobre a necessidade do uso de máscara”, conta.

Mais segurança
A perspectiva de ver a ação sendo ampliada e passando por vários cantos da cidade é bem vista pelo estudante Izaque Santos, 29, que também é um ciclista ativo e se vê inseguro ao dividir ciclovia com tantas pessoas sem máscara. 

“Eu sempre ando de bike, é um exercício que me agrada e, por isso, tô sempre por aqui. Mas, infelizmente, em um momento de pandemia, não tem sido tão seguro como eu gostaria por conta da quantidade de pessoas que não usam máscara pedalando, o que incomoda. Espero que esse tipo de ação diminua esse problema”, fala Izaque.

Seu Graziano de Jesus Filho, 52, é pedreiro e usa a bicicleta como meio de transporte para o trabalho todos os dias. Vez ou outra ele sempre encontra, pelo caminho, gente sem máscara, o que espera ver com menos frequência a partir de agora.

“Eu tô na rua de bicicleta porque preciso ir trabalhar. Vou de máscara porque sei que é necessário. Mas muita gente não faz isso. Máscara é segurança, que protege tanto eu quanto os outros e ninguém deveria abrir mão”, reclama.

Pesquisa 
Além da orientação e a doação de máscaras, os agentes aproveitaram o contato com os ciclistas para saber quais são as principais demandas de quem anda de bicicleta na cidade. Edington explicou que a pesquisa é fundamental para traçar planos de melhoria na infraestrutura da cidade pensando em quem vai de bike. “Aproveitamos para saber quais são os problemas que os ciclistas enxergam e desenvolver políticas relacionadas à infraestrutura para andar de bike pautados nisso. Salvador melhorou muito nos últimos anos o ambiente pra quem anda de bicicleta e é assim, ouvindo os ciclistas, que vamos continuar fazendo isso”, conclui.

*Sob supervisão da subchefe de reportagem Monique Lôbo

Fonte: Correio