Segunda fase da 'Operação Marca-Passo' é deflagrada

A segunda fase da Operação Marca-Passo, deflagrada neste sábado (1º), prendeu advogada e esposa do líder do esquema criminoso de sonegação fiscal realizado por um grupo que atua no setor de supermercados na cidade de Irecê. Um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal-GAESF e um delegado do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado-DRACO acompanharam o cumprimento dos mandados e prisão durante a força-tarefa de combate aos crimes contra a ordem tributária.

Durante as investigações, foram interceptadas, com autorização judicial, conversas telefônicas mantidas entre a advogada e a esposa do empresário preso, nas quais as duas combinavam ações para ocultar bens, blindar valores e destruir provas. O comportamento aconteceu mesmo após a deflagração da primeira fase da operação e a decretação do sequestro dos bens do grupo empresarial e de seus sócios.

A operação que foi deflagrada na última quinta-feira (29) já cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. A fraude consistia na criação de empresas em nome de laranjas com o intuito de reduzir ou suprimir o ICMS devido, totalizando mais de R$ 12 milhões sonegados aos cofres públicos.

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Segundo informações do Ministério Público da Bahia, a ação cumpriu um mandado de prisão do ‘proprietário oculto’ do Hiper Mercado Coração e também obteve judicialmente o sequestro de ativos das empresas e de seus sócios e laranjas, incluindo imóveis, veículos e contas bancárias, para assegurar a restituição dos valores devidos aos cofres públicos.

“As empresas envolvidas vinham sendo monitoradas pelos órgãos fazendários desde o ano de 2017, sendo que desde então foram remetidas três notícias-crime relativas ao grupo”, informou o diretor do Draco, delegado José Alves Bezerra Júnior.

A  ‘Operação Marca-Passo’ faz parte da Força-Tarefa de combate aos crimes contra a ordem tributária, composta pela Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor-LD/Dececap) do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), do Ministério Público Estadual e pela Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia.

Fonte: Correio