650 kg de agrotóxicos falsificados são apreendidos pela PRF em Conquista

Um caminhão-baú foi interceptado com 650 kg de agrotóxicos falsificados, na tarde de sábado (29), durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal. O veículo tinha placa de Salvador e foi abordado em Vitória da Conquista, na BR-116, no centro-sul da Bahia. O motorista sequer tinha curso para transporte de produto perigoso.

Os policiais solicitaram que o motorista apresentasse a nota fiscal da carga transportada e ele relatou que estava levando diversas mercadorias que foram embarcadas no estado de São Paulo, mas as notas fiscais dos agrotóxicos foram emitidas na cidade de Uberlândia em Minas Gerais, o que aumentou as suspeitas da polícia.

Desconfiados, os policiais resolveram aprofundar a fiscalização e descobriram que o produto era falsificado, o que foi  confirmado através de um simples contato com a empresa indicada como produtora do agrotóxico.

Ficou constatada que a falsificação era grosseira e até mesmo a escrita de alguns rótulos estava inelegível. Já em outros foi utilizado caracteres de impressão fora do padrão e em desacordo com a Lei nº 7802 de 11 de julho de 1989.

Veículo foi abordado em Vitória da Conquista (Foto: Divulgação/PRF)

O veículo usado no transporte não possuía em suas partes externas nenhum elemento identificador da carga de produto perigoso, tais como painel de segurança e rótulo de risco, como manda a legislação.

O motorista, o veículo e a carga ilegal foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Ele poderá responder pelo crime de: produzir, comercializar, transportar, dar destinação a resíduos e embalagens vazias de agrotóxicos, seus componentes e afins. A identidade dele não foi divulgada.

Ainda segundo a PRF, por não serem registrados no Brasil, os defensivos agrícolas ilegais não seguem as diretrizes e exigências do Ministério da Agricultura, do Ibama, da Anvisa e dos órgãos estaduais de defesa agropecuária. Por isso, representam prejuízos ao agricultor pela baixa eficácia, além de causar danos ao meio ambiente e à saúde da população.

Fonte: Correio