Reunião não chega a acordo e rodoviários podem fazer greve a partir da próxima semana

Nem lá, nem cá. E segue o impasse: não houve acordo entre empresários e rodoviários após nova reunião de conciliação promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho – 5ª Região (TRT5) que aconteceu na tarde desta segunda-feira (31). 

O representante patronal afirmou que as empresas vivem situação financeira delicada e propôs a divisão do reajuste sugerido pelo TR5, de 7,59%, em duas vezes: parte em maio e oura em novembro.

Em nota, o Sindicato dos Rodoviários afirmou que a categoria quer o fim da compensação das horas extras pelos trabalhadores e também pleiteia pagamento dos tickets alimentação para os companheiros que estão de atestado por conta da COVID-19, além da distribuição de cestas básica por parte das empresas para os trabalhadores que estão afastados pela previdência sem receber salário.

Apesar do impasse, os rodoviários tiveram uma vitória importante. Presidente do TR5, a desembargadora Dalila Andrade derrubou a liminar que os impedia de deflagrar greve. A desembargadora afirmou que é um direito constitucional dos trabalhadores, mas como transporte público municipal é uma atividade essencial, ficou estabelecido que uma eventual paralisação precisa seguir algumas regras.

São elas: pelo menos 60% da frota saia nos horários de pico (5h às 8h e das 17h às 20h) e 40% nos demais horários. Em caso de descumprimento, a multa estipulada é de R$50 mil por dia.

“A boa notícia é que foi derrubada a liminar sobre proibição do direito de greve. Garante a democracia e nosso direito constitucional. Fizemos um compromisso de não deflagrar greve enquanto houve negociações com o Tribunal. Esperamos que a gente saia do impasse e tenha uma proposta que contemple os trabalhadores”, disse Helio Ferreira, presidente do Sindicato.

 Além disso, o Sindicato dos rodoviários se comprometeu a não paralisar as atividades até pelo menos sexta (4), quando será realizada uma nova audiência de tentativa de conciliação entre as partes, às 14 horas.

Fonte: Correio