BH: Ciência de dados prevê volta às aulas de alunos de 6 a 12 anos em agosto

Para as aulas presenciais serem retomadas em Belo Horizonte para as crianças de 6 a 12 anos, a “taxa de normalidade” em relação à Covid-19 deve ficar acima de 70%, segundo parâmetros estabelecidos pela prefeitura nessa terça-feira (1). Atualmente, essa taxa é de 50%, o que permite o retorno às atividades presenciais apenas para a educação infantil. Considerando o cenário atual e as férias de julho, as aulas para estudantes de 6 a 12 anos podem voltar a ser presenciais em agosto.

A previsão é do cientista de dados e professor do UNI-BH Braulio Couto, que ajudou o comitê de infectologistas da PBH a preparar a nota técnica sobre o plano de retorno e eventual suspensão das aulas presenciais.

Segundo Couto, a capital pode mudar de patamar e progredir para a próxima fase de reabertura das escolas até o fim de junho. “Tudo indica que essa próxima fase vai acontecer muito rapidamente. Em longo prazo, a tendência vem mostrando uma redução consistente nas taxas de incidência e de mortalidade. Até o fim de junho, BH pode mudar de patamar. Considerando as férias de julho, talvez a gente consiga voltar com as aulas para crianças acima de 5 anos em agosto”, diz.

O especialista reforça, porém, que para a capital progredir para a nova fase vai depender ainda do impacto da vacinação e do comportamento da população.

Fases

Braulio Couto explica que a taxa de normalidade é baseada em seis parâmetros: taxa de incidência de novos casos por 100 mil habitantes (últimos 14 dias), tendência de novos casos, mortalidade por 1 milhão de habitantes (últimos 14 dias), letalidade global da Covid, tendência da mortalidade e percentual da população plenamente vacinada com as duas doses.

Com base nesses dados, os especialistas fazem um cálculo para chegar ao percentual da taxa de normalidade. Abaixo de 50%, a permissão é somente para aulas online. Entre 50% e 70% está previsto o retorno as aulas presenciais para crianças até 5 anos e 8 meses. Para os alunos de 6 a 12 anos, a taxa deve estar entre 71% e 80%. Já no caso dos adolescentes acima de 12 e até 18 anos, a taxa precisa ficar entre 81% e 90%.

“Esse modelos que fizemos podem ser aplicados em qualquer cenário do Brasil. Os escores utilizados para pontuar a situação nos municípios foram feitos usando faixas do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e da Europa”, explica</CW>.
O infectologista Carlos Starling, do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da PBH, diz que as decisões sobre as aulas presenciais serão sempre tomadas a partir de dados técnicos. “Tudo vai depender do comportamento da epidemia, não só da vacinação”, afirma.

Fonte: Agencia Brasil