Dia do Meio Ambiente tem plantio de ipês e retirada de lixo do mar em Salvador

Os novos 10 moradores da orla da Boa Viagem já estão confortáveis em seus ambientes e pretendem reacender a paixão da vizinhança pela revitalização do bairro. “Eles vão embelezar e motivar outras ações que darão mais vida à comunidade”, declarou a advogada Bia Nogueira, 35 anos, que adotou uma das mudas de Ipê, espécie nativa da Mata Atlântica, plantadas pela Prefeitura de Salvador neste sábado (5), Dia Mundial do Meio Ambiente. 

O plantio foi realizado às 10h30 na praça em frente à Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, que recentemente foi recuperada pela prefeitura. Por conta da pandemia, a ação deste ano foi simbólica, mas importantes para a sensibilização da causa. “Estamos com ações menores por conta do momento que vivemos hoje, mas ainda sim importantes para a conscientização quanto à importância do meio ambiente. Em outras mobilizações, contávamos com muito mais pessoas, com voluntários, estudantes, com Kombi distribuindo mudas. Ainda assim a gente consegue sensibilizar as pessoas com pequenas ações como esta”, declarou a vice-prefeita de Salvador Ana Paula Matos, que plantou um dos Ipês.

A sensibilização que Ana Paula se referiu foi o ato dos antigos moradores da Boa Viagem. Eles adotaram os Ipês, como foi o caso da advogada Bia Nogueira, que é também especialista em Direito Ambiental.  O Ipê adotado tem 2,5 metros de altura e tem um nome: Antônio. “Em homenagem a Santo Antônio. Todos que adotaram terão o dever de cuidar das árvores com todo o amor”, declarou.

 
A ação não ficou restrita à Boa Viagem.  Ainda na manhã deste sábado foram plantadas outras dez árvores no Parque da Cidade e 20 na Avenida Centenário, além de 30 mudas em Praia do Flamengo. O plantio da Prefeitura de Salvador foi realizado por meio da Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência (Secis). “Hoje, o dia nos convida fazer grandes reflexões como temos tratado o nosso meio ambiente e mesmo com esse momento de pandemia, não poderíamos deixar passar a oportunidade de estarmos fazendo essas ações com o plantio de árvores, fazendo um chamamento para essa reflexão e essa mudança de comportamento”, declarou a secretária de Sustentabilidade e Resiliência, Edna de França Ferreira.  Desde 2013, a prefeitura já realizou o plantio de 75 mil árvores. 

Além dessa ação, a Secis segue executando, em junho, a Operação Plantio Chuva, que irá plantar cerca de 600 árvores na capital baiana até o fim de agosto. Para finalizar o mês junino, um plantio de árvores frutíferas será realizado na comunidade Guerreira Zeferina, em Periperi, no dia 30. Ao todo, serão 20 mudas, entre pitangas, acerolas, goiabas e carambolas.

Gamboa 
Ainda neste sábado, diversas ações em diferentes pontos da cidade foram realizadas no Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre as iniciativas está a coleta de resíduos do mar da Praia da Gamboa, no entorno do Solar do Unhão, na Avenida Contorno. A ação, que está na sua primeira edição, foi batizada de Paramana Nature. 

A ação, que busca a manutenção e proteção de mares e rios, teve apoio da Fundação Baía Viva, organização social que atua na Baía de Todos os Santos; da Associação Comercial da Bahia, através do seu Núcleo de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Inovação; da BP Investimentos; do WWI, da Prefeitura Municipal de Salvador e da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb).
 
“Durante a limpeza e manutenção das nossas praias, nossos agentes costumam encontrar garrafas pet, plásticos e outros resíduos que, se não removidos, acabam indo parar no mar. Por isso, apoiar essa iniciativa é uma oportunidade que temos de sensibilizar a população para as consequências do descarte irregular e como isso impacta diretamente na saúde dos oceanos”, destacou o presidente da Limpurb, Omar Gordilho.
 
O local foi a escolha da Destilaria Paramana, idealizadora do projeto, por ser estratégico para a coleta de resíduos da Baía de Todos os Santos. “A praia da Gamboa tem condição ambiental boa por conta das correntes que diluem os efluentes, deixando apenas o material mais pesado no fundo”, destacou o consultor técnico-científico da ação José Rodrigues. Segundo ele, ações como essa trazem visibilidade para a causa do combate ao lixo marinho, produzido, em cerca de 85%, no continente e descartado posteriormente no mar.

Fonte: Correio