Saúde detalha logística de distribuição de doses um dia após reclamação de Doria

Um dia após o governador de São Paulo, João Doria reclamar que o Estado não havia recebido do Ministério da Saúde doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19, porque era dia de feriado, a pasta fez, nesta sexta-feira (4) publicações explicando a logística de disbribuição dos imunizantes.

Em uma série de postagens no Twitter, o Ministério da Saúde explicou todo o processo começa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que precisa aprovar o imunizante. Após a aprovação, o governo federal busca os laboratórios que consigam atender a demanda do país. O ministério diz que “todo o mundo está em busca de vacinas” e que, mesmo assim, o Brasil conseguiu encomendar 600 milhões de doses que estarão disponíveis até o fim de 2021.

Os carregamentos que chegam ao Brasil são enviados ao centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), onde ficam armazenados em câmera frias e passam por contagem e controle de qualidade. 

De posse das vacinas, ocorre uma reunião tripartite, do Sistema Único de Saúde, entre governo federal, estados e municípios, sendo os dois últimos representados por  Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). “A definição da quantidade de vacinas que vai para cada Estado, por exemplo, é definida pelo SUS, ou seja, por todos os entes federados, não é exclusiva do Governo Federal. A decisão é sempre tomada de forma igualitária e proporcional”, postou o ministério.

Quando as doses chegam aos Estados, as secretariais estaduais de saúde enviam as vacinas às secretarias municipais de saúde e os municípios finalizam a logística fazendo a distribuição aos postos de vacinação, onde é feita a aplicação das doses.

Na quinta-feira (3), Doria publicou em conta no Twitter uma reclamação sobre o não recebimento de vacinas. ‘Descaso com a vida dos brasileiros’, protestou o governador, ao informar que o Estado não havia recebido nenhum quantitativo das 936 mil doses de vacinas da Pfizer, contra a Covid-19. O Ministério da Saúde havia recebido o novo lote na noite da terça-feira (1) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, SP.

Segundo Doria, o MS foi acionado na quinta-feira para justificar o motivo pelo qual São Paulo não teria recebido os imunizantes. “A resposta do MS é que hoje (03/06) é feriado. Pelo visto, para o Governo Federal vidas não importam”, desabafou o governador em publicação no Twitter.

Em Minas Gerais, no entanto, os imunizantes dessa mesma remessa reclamada por Dora, foi entregue na quinta-feira (3), dia do feriado de Corpus Christi. Ao Estado foram repassadas  62.010 doses da vacina, complementando a 22ª remessa recebida por MG.

Fonte: Agencia Brasil