Dois anos após morte de Rafael Miguel, ex ainda sofre ataques na internet

Dois anos após o assassinato de Rafael Miguel e dos pais dele, a ex-namorada do ator, Isabela Tibcherani, 20 anos, diz que a situação ainda machuca muito, especialmente porque seu pai, Paulo Cupertino, que matou os três, segue foragido. Cupertino está na lista dos mais procurados e integra alerta do Interpol.

Até hoje, Isabela diz que sofre ataques nas redes sociais de pessoas que a culpam pela morte de Rafael e da família. “Tenho de ler coisas do tipo, ‘enquanto você está aí vivendo, o Rafael e os pais dele estão mortos, por culpa sua’, ‘como você consegue ficar aí postando foto nas redes sociais depois de tudo que seu pai fez?’, ‘você provavelmente sabia e ainda deve ter ajudado’. Isso é muito triste”, diz a jovem em entrevista ao Uol. 

Ela lembra da véspera do crime, quando encontrou Rafael. “Foi a última vez que nos vimos, que fomos felizes, de fato, e esse dia me marca muito. As lembranças se tornam muito vivas nessas datas. Hoje, eu encaro como posso, com um olhar mais maduro e decidido, mas não deixa de doer”, afirma.

Uma equipe jurídica presta apoio à jovem para o caso dela se sentir ameaçada de alguma maneira mais direta pelos “haters”, mas até agora ela não tomou medidas legais contra ninguém que deixou comentários mais ásperos nas suas redes sociais.

“Homem agressivo e possessivo”
Isabela tem lembranças ruins do pais, dizendo que vive até hoje com as consequências emocionais de tê-lo na sua vida. Ela descreve Cupertino como alguém “agressivo, possessivo e egoísta”. 

Atualmente, ela trabalha no departamento administrativo de uma escola, dando intervalo em um projeto que havia anunciado para investir na carreira de cantora. “Tive projetos musicais, sim, mas hoje me sinto desmotivada, meio sem propósito nessa área. Focando mais no meu acompanhamento psicológico, que é constante”, explica.

Ela diz que se sente frustrada com o fato de Cupertino ainda não ter sido preso, mesmo com toda exposição do caso. “É triste ter de pensar dessa forma, porque até hoje sinto que não consegui dar prosseguimento, fechar o ciclo, sabendo que ele está impune. Mas é o que posso fazer hoje, pelo bem da minha saúde mental”, acrescenta. 

Fonte: Correio