Teatro Gamboa estreia espetáculo sobre afirmação da identidade racial

A agenda do Teatro Gamboa do final de semana vai contar com a estreia de PPP – O Espetáculo, neste sábado (12) e domingo (13), às 16h59, no canal do Youtube do espaço cultural. O projeto, que é assinado pelo encenador Oliveira Pedreira e leva ao palco os atores Zé Carlos de Deus e Fabíola Simmel, surge em um momento marcado pelo debate sobre representatividade e afirmação da identidade racial.

A peça é inspirada no livro infantil O Pequeno Príncipe Preto, de Rodrigo França, e busca enfrentar a desigualdade e o racismo estrutural. A direção musical é de Jean Pedro, artista que estreou na Netflix na última semana como um dos destaques do filme Carnaval. Os ingressos estão à venda no https://www.teatrogamboaonline.com.br/

A inquietação em busca de uma sociedade mais igualitária foi o que motivou Oliveira Pedreira a montar o espetáculo: “Levar para os palcos essa história que trata de questões atuais, pensamentos de pertencimento de lugar, de domínio da própria vida, nos traz mais vivacidade, vontade de seguir. E o direito de poder existir e não somente servir aos anseios sociais preconizados pelas instituições segregadoras do planeta que ainda tentam invisibilizar tantas lutas”, conta.

Abrindo a agenda da semana, na sexta-feira (11), às 19h, será exibido novamente o espetáculo O Tigre, solo com o ator George Mascarenhas. Em cena, são apresentados recursos tecnológicos de projeção mapeada e musicalidade para falar dos tigres metafóricos contemporâneos na arte, na política e no cotidiano do Brasil.

Também no sábado (12), mas às 19h, o solo Refazendo Salomé, com Deborah Moreira, apresenta outra versão da história de Salomé, eixo narrativo da peça, atravessada por depoimentos de Malala, Zuzu Angel, Maria da Penha, Billie Holiday, Mercedes Sosa, mulheres marcadas por perseguições e lutas para se fazerem escutar.

No domingo (13), às 19h, o espetáculo Mar ganha nova exibição na plataforma online do teatro. Nele, George Mascarenhas e Deborah Moreira se reúnem, dentro e fora de cena, investindo na construção de uma dramaturgia não-verbal para compor imagens cênicas que revelam vozes de temas contemporâneos a partir do encontro de dois personagens, à beira mar, com sapatos trazidos pela água.

Fonte: Correio