Nomeado Bisticeratops froeseorum, cujo nome significa “cara com chifres do Bisti”, o espécime viveu há cerca de 74 milhões de anos atrás, 8 milhões de anos antes do Tricerátops, seu primo mais novo e membro mais conhecido do grupo dos ceratopsídeos, que são formados por grandes herbívoros de quatro patas conhecidos por terem longos chifres.
De acordo com os pesquisadores, os Bisticeratops atingiam entre 5 a 6 metros e pesavam em torno de 2,5 a 4 toneladas, o que equivale ao peso dos atuais elefantes africanos. Seus crânios possuíam enormes chifres afiados além de uma couraça em formato de placa, que eram utilizados para defesa. Um dos seus predadores principais eram os famosos Tiranossauros, cuja evidência está estampada em seu crânio fossilizado, onde é possível encontrar marcas de dentes cujo posicionamento correspondem ao padrão de mordida dos tiranossauros.
Segundo Steven Jasinski, um dos autores do estudo que foi publicado no último dia 18 de agosto na revista Bulletin of the New Mexico Museum of Natural History and Science, a descoberta do novo exemplar ajudará a preencher uma lacuna que existe entre alguns exemplares do grupo dos ceratopsídeos que estavam migrando para o norte e sul do continente norte-americano à cerca de 74 milhões de anos atrás.