Lorem ipsum dolor.

Viúva de militar viu filha trocar medicina por atos golpistas e tenta tirá-la da prisão

“A senhora está sempre querendo cortar minhas asas”. Foi essa a última frase que Roberta Brasil, de 56 anos, disse ter ouvido da filha, a estudante Roberta Jérsyka Oliveira, antes de ela ser presa por participar do ato golpista no dia 8 de janeiro, que resultou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

A mãe implorou para que ela não viajasse de São Paulo a Brasília naquele fim de semana. Diante do que considerou um desaforo, bloqueou as redes sociais da filha, para não ver as postagens que seriam feitas na grande manifestação convocada por bolsonaristas contra a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu disse: ‘Minha filha, não vá.’ Eu sou viúva de militar, o pai dela era militar. A gente sabe que o Exército é resistente. Se até agora não fizeram nada, não vão mais fazer”, relatou Roberta Brasil.

A mãe aguarda a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o destino da filha, que está presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Jérsyka foi detida em flagrante e pode ter a prisão temporária convertida em preventiva ou ser liberada mediante uso de tornozeleira eletrônica. Até agora, entre os quase 1.500 presos, Moraes manteve 740 pessoas na prisão e liberou 335 com tornozeleira.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com