Um médico foi preso pela segunda vez em Florianópolis, suspeito de abuso sexual contra pacientes em hospitais da cidade. O profissional de saúde, que não teve a identidade divulgada, já havia sido preso em dezembro do ano passado pelo mesmo crime e foi solto em janeiro deste ano após habeas corpus concedido pela Justiça.
Segundo a polícia, o médico realizava toques impróprios em pacientes enquanto realizava atendimentos, alegando que eram procedimentos médicos. As vítimas relataram que se sentiam desconfortáveis e constrangidas durante as consultas.
As investigações apontam que o médico teria cometido os abusos em pelo menos três hospitais da cidade, durante plantões noturnos. A polícia ainda informou que outras vítimas podem ter sido abusadas pelo médico e que o caso está em andamento.
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) informou que irá instaurar uma sindicância para apurar as denúncias contra o profissional de saúde e que, se comprovadas, serão aplicadas as medidas disciplinares cabíveis, que podem chegar à cassação do registro profissional.
A prisão do médico suspeito de abuso sexual ressalta a importância de denunciar casos de violência sexual, que podem ocorrer em diferentes âmbitos, inclusive em ambiente hospitalar. É fundamental que as vítimas sejam encorajadas a denunciar e que a sociedade se mobilize para combater essa prática criminosa.
Além disso, é importante que as instituições de saúde implementem medidas preventivas e de conscientização sobre o tema, como capacitações e campanhas de sensibilização para que profissionais de saúde saibam como agir em casos de denúncias de abuso sexual e, assim, evitar que novos casos ocorram.
Ainda cabe ressaltar que o abuso sexual é um crime grave e que não pode ser tolerado em nenhuma circunstância. As vítimas devem receber todo o apoio necessário para superar o trauma e buscar a justiça.