O ex-ministro da Cultura durante a gestão de Michel Temer, Marcelo Calero (PSD-RJ), endossou a declaração controversa do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que descreveu Brasília como uma “ilha da fantasia”, e foi além em suas críticas à capital federal.
Calero afirmou que a decisão de colocar a capital do país distante da vida das pessoas fez muito mal ao Brasil. Ele destacou que Brasília foi projetada para ser uma ilha da fantasia e continua sendo um delírio oligárquico. O ex-ministro questionou por que outra capital foi posicionada artificialmente em um centro geográfico pseudocentral, ignorando o centro demográfico do país. Segundo ele, Brasília é um equívoco civilizatório.
O ex-ministro reforçou a concordância com a declaração do ministro Rui Costa, ressaltando que o ministro não estava se referindo aos trabalhadores de Brasília ou às periferias da cidade. Ele enfatizou que o “projeto Brasília” representa um delírio oligárquico que custa 15 bilhões de reais por ano aos brasileiros.
As declarações de Marcelo Calero evidenciam a insatisfação com a estruturação e a concepção de Brasília como a capital do país. Ele critica a separação entre a capital e a realidade vivida pela maioria da população brasileira, ressaltando os custos financeiros dessa estruturação distante. Suas críticas refletem uma preocupação com o equilíbrio e a representatividade política, destacando a importância de uma capital que esteja conectada às necessidades e realidades do povo.
Essas manifestações de Calero e Rui Costa trazem à tona um debate sobre o papel e a configuração de Brasília como sede do poder político brasileiro. Essa discussão evidencia a importância de revisitar o planejamento e a funcionalidade da capital federal, considerando a eficiência administrativa, a participação popular e a representatividade do país como um todo.