Um grupo de juristas brasileiros divulgou recentemente um manifesto pedindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, caso eleito novamente, indique uma ministra negra para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O manifesto, que já conta com a adesão de mais de 1.500 profissionais da área jurídica, argumenta que a representatividade é fundamental em um país marcado por profundas desigualdades raciais. Além disso, destaca que, em toda a história do STF, apenas uma mulher negra ocupou uma vaga na Corte: a ministra Benedita da Silva, que atuou como substituta entre 2011 e 2012.
Segundo os juristas, a falta de diversidade no STF pode prejudicar a tomada de decisões em temas relevantes para a população negra, como racismo, discriminação racial, direitos humanos e políticas de ação afirmativa. Eles destacam que, atualmente, apenas duas das onze cadeiras do tribunal são ocupadas por mulheres e nenhuma por uma pessoa negra.
O manifesto ressalta ainda que, em sua trajetória política, Lula sempre defendeu a luta contra o racismo e a promoção da igualdade racial no Brasil. Por isso, os signatários pedem que, caso eleito, o presidente faça história ao indicar uma ministra negra para o STF.
A iniciativa dos juristas foi bem recebida por lideranças do movimento negro, que também defendem a importância da representatividade nos espaços de poder. Segundo eles, a indicação de uma ministra negra para o STF seria um marco histórico e uma demonstração de compromisso com a luta contra o racismo estrutural que ainda assola o país.
Em um momento em que o Brasil vive uma crise política e institucional sem precedentes, a demanda por maior diversidade e representatividade no STF é mais do que legítima. Resta esperar que os poderes constituídos levem em consideração essa demanda e atuem para construir um país mais justo e igualitário para todas as pessoas, independentemente de sua cor de pele.