O projeto “Hunter Atirador Mirim”, que oferecia um curso de tiro para crianças no clube de tiro Hunter em Jataí, Goiás, foi cancelado depois que imagens do evento se tornaram virais nas redes sociais. A atividade, realizada em 1º de abril, mostrava crianças entre 7 e 10 anos manuseando pistolas de airsoft, que não são armas de fogo, mas utilizam ar comprimido e projéteis de plástico.
As crianças eram acompanhadas por instrutores adultos e percorriam circuitos de tiro, atirando em balões e alvos de papel. Ao final da atividade, havia um pódio para os melhores atiradores. No entanto, a repercussão social do evento aumentou após recentes ataques a escolas em São Paulo e Blumenau, onde crianças foram mortas.
O Ministério Público de Goiás recomendou o cancelamento do projeto, e o clube de tiro retirou as imagens das redes sociais e desativou o evento. Inicialmente, o clube argumentou que as pistolas de airsoft não são armas de fogo e que os pais das crianças estavam presentes no evento. A intenção era ensinar o manuseio da airsoft e demonstrar que até as armas de brinquedo têm suas regras de utilização.
No entanto, a promotora da Infância e da Juventude Patrícia Galvão se amparou no decreto do governo federal 11.366, que determina que a prática de tiro desportivo só poderá ser realizada a partir dos 14 anos e, até os 18 anos, mediante autorização judicial, para recomendar o cancelamento do curso.
O clube de tiro Hunter informou o cancelamento do projeto em seu perfil no Instagram e reiterou seu repúdio a qualquer forma de violência e ódio, especialmente aqueles que ocorrem nas escolas. O cancelamento do curso foi uma medida prudente e responsável, considerando a polêmica gerada pelas imagens divulgadas e a preocupação com a segurança das crianças.